terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Beira, a Rainha do Inverno

Fonte: MACKENZIE, Donald Alexander. “Wonder Tales from Scottish Myth and Legend”. 1917. Disponível em: <http://www.sacred-texts.com/neu/celt/tsm/tsm04.htm>. Acesso em: 30 de janeiro de 2017.

CAPÍTULO I
Beira, a Rainha do Inverno

                A Negra Beira era a mãe de todos os deuses e deusas da Escócia. Ela era muito alta e velha, e todos a temiam. Quando se enfurecia, ela era tão feroz quanto o penetrante vento nortenho e tão severa quanto o mar castigado por tempestades. Todo inverno ela reinava como a Rainha das Quatro Divisões Vermelhas do mundo e ninguém disputava seu reinado, mas quando a doce estação primaveril se aproximava, seus subordinados começavam a rebelar-se contra ela e ansiavam pela chegada do Rei do Verão, Angus do Corcel Branco, e Bride, sua bela rainha, que eram amados por todos, pois eram os trazedores da abundância, do brilho e dos dias felizes. Beira se enfurecia grandemente ao ver que seu poder estava indo embora e dava o seu máximo para prolongar o inverno criando tempestades de primavera e mandando a danosa geada para matar as primeiras flores e impedir que a grama crescesse.

domingo, 29 de janeiro de 2017

A chegada de Angus e Bride

Fonte: MACKENZIE, Donald Alexander. “Wonder Tales from Scottish Myth and Legend”. 1917. Disponível em: <http://www.sacred-texts.com/neu/celt/tsm/tsm05.htm>. Acesso em: 28 de janeiro de 2017.

CAPÍTULO II
A Chegada de Angus e Bride

                Por todo o longo inverno Beira mantinha em cativeiro uma bela e jovem princesa chamada Bride. Ela tinha inveja da beleza de Bride, dava-lhe roupas esfarrapadas para vestir e a colocava para trabalhar com as empregadas na cozinha de seu castelo na montanha, onde a menina tinha que realizar as tarefas mais medíocres. Beira a repreendia continuamente, procurando falhas em tudo o que ela fazia, tornando muito infeliz a sua vida.

                Um dia Beira deu um pano de lã para a princesa e disse: “Tu deves lavar este pano em água corrente até ele ficar de um branco puro.”

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Gaeilge: Lição 7

Lição 7

Fonte: Erin’s Web - Learn Irish Gaelic. Disponível aqui: <http://www.erinsweb.com/gae_index.html>. © Bitesize Irish Gaelic Ltd. 2014, unless otherwise stated. All rights reserved.

Pronúncia

                O som da letra “r” em irlandês difere do “r” inglês. Quando próximo de um “a”, “o” ou “u”, o som é normalmente enrolado. Para pronunciar esse “r”, leve a ponta da língua perto do céu da boca atrás dos dentes dianteiros superiores e vibre a língua enquanto fala o “r”. Mantenha a língua relaxada. Então tente: rá (raw*), rón (rohn), rún (roon).

                Se o “r” começar uma palavra e for seguido por “e” ou “i”, ele normalmente terá seu som amplo também, como em: ré (ray*), rí (ree).

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A origem do lago Awe

Fonte: BARBOUR, Unique Traditions Chiefly of the West and South of Scotland. 1886, p188. Disponível em: <https://heelancoo.wordpress.com/2012/02/21/233/>. Acesso em: 20 de janeiro de 2017.

“Bera, a idosa, morava em uma caverna de rocha. Ela era a filha de Griannan, a sábia. Longa era a linhagem de seus pais e ela foi a última de sua raça. Grandes e férteis eram suas posses. Dela eram os belos vales abaixo e o gado que vagava pelas colinas de todos os lados. À Bera foi dedicado o fardo daquela horrível fonte, que pela designação do destino se provou ser muito fatal para a herança de seus pais e de sua raça. Antes do sol retirar seus raios, ela deveria cobrir a fonte com uma pedra, na qual símbolos sagrados e misteriosos foram gravados. A infeliz Bera esqueceu-se disso em uma noite. Vencida pelo calor e pela caçada do dia, o sono apoderou-se dela antes de sua hora de descanso usual. As águas confinadas da montanha irromperam na planície abaixo e cobriu a grande expansão que agora é conhecida como o lago de Awe. Bera acordou de seu sono na terceira manhã. Ela foi remover a pedra da fonte, mas veja! Não havia pedra lá. Ela olhou para o patrimônio de sua tribo! Ela gritou. A base da montanha sacudiu-se e seu espírito se retirou para os fantasmas de seus pais em seus luminosos e aéreos salões.”  

O Lago Awe, localizado em Argyll e Bute, é o terceiro maior lago da Escócia.
A imagem não faz parte do texto original. Fonte: Site "Britain Express".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Algumas histórias de criaturas encantadas da Ilha de Man

Fonte: MOORE, A.W. “The Folk-Lore of the Isle of Man, Chapter IV. Hobgoblins, Monsters, Giants, Mermaids, Apparitions, etc.” Disponível em: < http://www.sacred-texts.com/neu/celt/fim/fim07.htm#fr_44>. Acesso em: 16 de janeiro de 2017.

CAPÍTULO IV
DUENDES, MONSTROS, GIGANTES, SEREIAS, APARIÇÕES, ETC.

                A diferença entre as próprias fadas e os duendes parece ser principalmente que as primeiras são ágeis, alegres e espertas, e os últimos são pesados, lentos e estúpidos. As características das duas criaturas conhecidas na Ilha de Man como Phynnodderee e Glashtin, ou Glashan, são certamente da classe mais baixa, ao invés da classe alta, pois como veremos nos contos dados sobre eles, estes combinam os atributos do Brownie escocês e do Troll escandinavo, apesar da Glashtin parecer ser um cavalo da água também (ver p. 54). Os Brownies são fadas robustas, que, se forem alimentadas e tratadas amigavelmente, farão uma grande parcela de trabalho; e os Trolls são seres que unem uma força sobre-humana com uma malícia demoníaca. Eles são maiores e mais fortes que os homens, têm um temperamento demoníaco, são deformados e têm uma aparência medonha. Eles habitam em rochas e cavernas. Em seu relacionamento com os homens, geralmente são cruéis e maldosos, vingando-se se forem insultados ou desrespeitados, mas às vezes podem ser agradecidos e recompensar tal bondade assim como eles a receberam dos humanos, e até mesmo fazer serviços de seus próprios acordos. Quem quer que seja sortudo o bastante para fazer um trabalho para um Troll, é certo que essa pessoa terá sorte para o resto de sua vida. Eles sabem de coisas que os humanos não sabem, tais como o paradeiro de tesouros escondidos, apesar de, geralmente falando, serem estúpidos e desprovidos de raciocínio. Eles odeiam o cristianismo e o som dos sinos da igreja, tanto que, se alguém for perseguido por um Troll, ele pode livrar-se dele soando sinos de igreja. Os Trolls provavelmente já foram bem conhecidos em Man, pois ainda sobrevivem em nomes de lugares como Trollaby.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Gaeilge: Lição 6

Lição 6

Fonte: Erin’s Web - Learn Irish Gaelic. Disponível aqui: <http://www.erinsweb.com/gae_index.html>. © Bitesize Irish Gaelic Ltd. 2014, unless otherwise stated. All rights reserved.

Pronúncia

               A pronúncia do “l” em irlandês é um pouco diferente da pronúncia em inglês. Se o “l” iniciar uma palavra e é seguido por “a”, “o” ou “u”, a boca se abre um pouco mais e a língua é pressionada contra os dentes dianteiros superiores. Tente: (law*), lán (law*n), lón (lohn), lúb (loob). Este é o som amplo. No inglês, você provavelmente aponta a língua e a toca no céu da boca atrás dos dentes dianteiros superiores.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A destruição da hospedaria de Da Derga

A destruição da hospedaria de Da Derga
Togail Bruidne Da Derga
O Livro da Vaca Parda
Tradução do irlandês por Whitley Stokes

                Existia um nobre e famoso rei em Erin chamado Eochaid Feidlech. Certa vez, ele foi até o gramado de Brí Léith1 e viu na beira de um poço uma mulher com um brilhante pente prateado adornado com ouro, lavando-se em uma bacia de prata com quatro pássaros dourados e pequenas e brilhantes joias de carbúnculo roxo nas bordas da bacia. Ela tinha um manto roxo e frisado com franjas prateadas dispostas, uma bela capa, e um broche feito com o mais nobre ouro. Ela vestia um kirtleA longo, encapuzado, forte e liso, feito com seda verde com bordados vermelhos de ouro. Tinham maravilhosos fechos de ouro e prata no kirtle em seus seios e ombros, e espaldares em ambos os lados. O sol brilhava sobre ela de modo que o ouro de sua seda verde contra o sol se manifestava para o homem. Em sua cabeça estavam duas madeixas louras, em cada uma das quais estava uma trança de quatro cachos, com uma conta na ponta de cada cacho. A cor daquele cabelo parecia para ele a flor de íris no verão, ou o ouro vermelho após ser queimado.