quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os Dindshenchas em prosa: Mag Slecht

85. Mag Slecht

                Existia um ídolo-rei da Irlanda chamado Crom Cróich, e ao seu redor estavam doze ídolos feitos de pedra, mas ele era feito de ouro. Antes da chegada de Patrício, ele foi o deus de todo povo que colonizou a Irlanda. A ele, eles costumavam oferecer as primícias de todas as coisas e os filhos dos chefes de cada clã. Foi até ele que o rei da Irlanda, Tigernmas filho de Follach, se dirigiu no Samhain, junto com os homens e as mulheres da Irlanda, a fim de adorá-lo. Todos eles se prostraram diante dele de forma que as suas testas, as cartilagens de seus narizes, os seus joelhos e as extremidades de seus cotovelos quebraram, matando três quartos dos homens da Irlanda naquelas prostrações. Por esse motivo é Mag Slecht, “Planície das Prostrações”.    

Fonte: STOKES, Whitley. “The Prose Tales from the Rennes Dindshenchas”, vol. 3. Disponível em: <http://www.ucd.ie/tlh/trans/ws.rc.16.001.t.text.html>. Acesso em: 13 de dezembro de 2017.

Para ter o arquivo em .pdf, clique aqui

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A Cailleach e o 'culto do veado'

Fonte: MCKAY. “The Deer-Cult and the Deer-Goddess Cult of the Ancient Caledonians” em Folklore Volume 43, 1932, p161-162. Disponível em: < https://heelancoo.wordpress.com/2012/02/18/the-cailleach-and-the-deer-cult/>. Acesso em: 11 de fevereiro de 2017.  

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco do livro do McKay, citado na fonte acima.

A Cailleach e o ‘culto do veado’

(1) Ilha de Tiree. Na fazenda de Hianish ou Heynish, em Tiree, há um lugar chamado “Túmulo das Grandes Mulheres.” O nome pode meramente indicar que as sacerdotisas eram bem altas e é muito provável que sim. Mesmo assim, o nome sugere um grupo de tais sacerdotisas e que novamente, sugere um grupo de deusas, mas a evidência do nome não é forte o suficiente para ter muito peso.  

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Os métricos Dindshenchas: Bile Tortan

Poema/história 68
Bile Tortan

Ultan

1. Caída está a Árvore de Tortu, cujas bordas conquistaram muitas tempestades: [...] mesmo assim, eles dispersariam.

Mochuma

2. A Árvore de Tortu foi derrubada na contenda: nomeai vós entre os sábios, aquele que escreveu sobre ela! Aqui ela está, da época em que era verde até a estação de sua decadência.

Os Dindshenchas em prosa: Ard Macha

94. Ard Macha

                Macha, a esposa de Nemed filho de Agnoman, morreu e foi enterrada aqui, na vigésima planície desobstruída1 por Nemed, que a concedeu para sua esposa para que a planície pudesse ter seu nome. Por isso é Mag Macha, “Planície de Macha”.

                De outra forma: Macha, a filha de Aed o Vermelho, filho de Badurn – por ela Emain foi marcada – foi enterrada aqui quando Rechtaid do antebraço vermelho a matou. Para lamentá-la, a Oenach Macha, “Feira de Macha”, foi estabelecida. Por isso é Mag Macha.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A Senhora da inteligência afiada

Fonte: CAMPBELL, John Gregorson. “The Sharp-Witted Wife” em The Scottish Historical Review Volume XII, 1915, p413-417. Disponível em: <http://www.archive.org/stream/scottishhistoric12edinuoft#page/412/mode/2up>. Acesso em: 06 de dezembro de 2017.

A Senhora1 da inteligência afiada
(A’ Chailleach Bheur)

                Esta velha senhora, Beura ou Bheura, cujo nome significa “estridente, afiado, cortante”, é provavelmente de origem irlandesa. Ela está associada com os lugares ao longo da costa ocidental de Argyllshire, onde cada distrito alega que ela é uma nativa e aponta para os lugares que ela frequentava. Às vezes, fala-se nas senhoras Beur no plural, que ficam nos lagos e entre os juncos, sendo bem perigosas para se chegar perto. Um junco alto encontrado junto de lagos é chamado de “a roca das senhoras Bera”, e uma espécie de lírio-roxo ou planta aquática de “a bandeira”2, e as vezes, de “bastão” dessas mesmas senhoras sarcásticas.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Feliz Oímelc!

Altar da minha celebração. Foto: Leonni Moura

Oíche mhaith! Boa noite! Sei que está um pouco atrasado, mas vim aqui desejá-los um feliz Oímelc (ou Lá Fhéille Bríghde), que é comemorado no dia primeiro de fevereiro, e por isso, separei alguns textos para que vocês possam conhecer mais sobre o festival e as tradições e práticas realizadas nesse dia especial à Brigid – a deusa do fogo, o espírito que traz a primavera, vencendo Cailleach Beara e pondo um fim ao frio reinado do inverno. Que todos tenham um feliz Oímelc e que as bênçãos de Brigit recaiam sobre você, sua família e seu lar! 

Là Fhèill Brìghde, de Annie Loughlin (traduzido)
Celebrando o Là Fhèill Brìghde, de Annie Loughlin (traduzido)
A deusa Brigit, de Leonni Moura
Música: Brigid, de Damh the Bard
Música, Gabhaim Molta Bríghde, de Áine Minogue 
Receita de bannocks de aveia que podem ser feitos para o festival
Receita de poundies tradicionais para a data

Bannock de aveia

Bannocks, em geral, são um tipo de pães ou bolinhos escoceses feitos com farinha de alguns cereais, como o trigo e a aveia. Eles podem ser chamados de vários nomes dependendo do local onde eram feitos, do tipo de ingredientes utilizados ou da época em que eram feitos. O que vou ensinar aqui é o bannock de aveia, que apesar de eu ter usado para o Oímelc, você pode usar para qualquer ocasião ou festival, como uma oferenda ou para consumo.

Bannock de aveia


Poundies para o Oímelc

O poundies, também conhecido como champ ou bruítín, é um tradicional prato irlandês consumido na época do Lá Fhéille Bríghde na Irlanda, festival que tem origens no Oímelc pré-cristão. A receita pode variar dependendo da localidade, mas em essência, os principais ingredientes são o purê de batata com leite, manteiga e cebolinha. O poundies é diferente do colcannon, já que este leva repolho branco ou repolho crespo no lugar da cebolinha. Esse prato é bem simples, fácil e barato de fazer, e tradicionalmente, toda a família participava da maceração das batatas. No Rito da Soleira, feito no Lá Fhéille Bríghde na Irlanda, a maceração de batatas era uma parte importante da cerimônia, mas se a maceração era destinada à feitura do poundies, não sabemos; de qualquer forma, este prato tem um papel de destaque no festival hoje.

Poundies para o Oímelc



Fazendo uma Cros Bríde

          A Cros Bríde (“Cruz de Bríde”) é um entrelaçado de palha, trigo, junco (ou outros materiais) feito especialmente no dia de St. Brígida, 1º de fevereiro, nas terras gaélicas. Enquanto que sua confecção está associado com uma santa e práticas cristãs, muitos estudiosos sugerem que a Cros Bríde feita com quatro pontas tenha origem pré-cristã, simbolizando um tipo de suástica indo-europeia, que normalmente representa o fogo e/ou o sol. Outros estudiosos, no entanto, acreditam que a Cros Bríde de quatro pontas simbolize a cruz cristã, e por isso, alguns politeístas gaélicos optam por fazer a cruz de três pontas, que acredita-se também que seja uma reminiscência do triskele gaélico. A que eu vou ensinar aqui é a tradicional, de quatro pontas, mas encontramos muitos outros exemplos nos países gaélicos.

Foto: Leonni Moura

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Gaeilge: Lição 8

Lição 8

Fonte: Erin’s Web - Learn Irish Gaelic. Disponível aqui: <http://www.erinsweb.com/gae_index.html>. © Bitesize Irish Gaelic Ltd. 2014, unless otherwise stated. All rights reserved.

Pronúncia

                Você já deve ter se perguntado o significado das letras “bhf” e “bhfuil”. A palavra básica é “fuil” (fwil), mas os irlandeses trocam o som do (f) usando as cordas vocais, ou fazendo um zumbido, enquanto pronunciam o “f” causando um som de (v).