sábado, 1 de junho de 2013

Antiga astrologia irlandesa: um argumento histórico


Antiga astrologia irlandesa: um argumento histórico
Por Peter Berresford Ellis

 

Nota do editor: Esse artigo foi publicado primeiramente em Réalta (vol. 3, n. 3, 1996), a revista da The Irish Astrological Association.

 Em todas as histórias da astrologia ocidental há uma curiosa omissão. Não há referências às antigas práticas astrológicas irlandesas e nem – na verdade – dos antigos Celtas. Na verdade, o único estudo acadêmico sério sobre astrologia céltica foi publicado em uma revista acadêmica céltica em 1902.1 Essa dissertação, à luz da investigação moderna, está aberta para debate.
 A principal razão para essa negligência do assunto, pelo menos durante os últimos quinze anos, tem sido sem dúvida a influência insidiosa da obra The White Goddess (1949) de Robert Graves. Este livro fez um singular desserviço a todos aqueles que buscam o estudo das realidades da cosmologia céltica e, especialmente, a prática da astrologia. Graves não era um estudioso céltico. Suas invenções grandemente imaginárias conhecidas como ‘calendário das árvores’ ou ‘zodíaco das árvores’ inspirou uma efusão de livros que pretendiam ser considerados livros de ‘astrologia céltica’. Graves e seus acólitos, infelizmente, prenderam a imaginação popular, mas seu ‘zodíaco das árvores’ não tem nada a ver com as realidades do antigo mundo céltico.