sábado, 28 de janeiro de 2012

Brigit, deusa dos Tuatha Dé Danann

Extraído de www.brigitsforge.co.uk e traduzido por mim. Todos os direitos reservados à autora.
-
Bright, a Deusa dos Tuatha De Danaan
Parar aprender sobre Bright como uma deusa irlandesa, nós precisamos voltar aos textos escritos na Irlanda Cristã. Provavelmente, a primeira menção de Brigit como deusa está no Glossário de Cormac escrito no século IX – um glossário de deuses, deusas, práticas e folclore recolhidos de escrituras e fontes orais. Cormac diz:
“Brigit, isto é, uma poetisa, filha do Dagda. Brigit é a sábia, ou mulher da sabedoria, isto é, Brigit a deusa que os poetas adoram, pois muito grande e muito famosa é sua proteção. É por isso que eles a chamam de deusa dos poetas, pelo seu nome. Suas irmãs eram Brigit, a médica (mulher das artes médicas), Brigit a ferreira (mulher do trabalho de ferraria), desses nomes com todos os irlandeses, uma deusa é chamada de Brigit.”
Uma versão desse glossário também dá uma etimologia para Brigit: “Brigit, então, breo-aigit, breo-shaigit, “uma flecha de fogo”. Estudiosos modernos também mostram que isso é uma etimologia falsa ou folclórica, o nome Brigit na realidade vem do antigo Celta *brigante que por sua vez se deriva do Indo-Europeu *bhrghnti. O Sânscrito tem um cognato exato *brhati que significa ‘a exaltada’. No entanto, a etimologia folclórica – a associação das palavras que soam iguais, e a explicação dos nomes por esse método – faz conexões que não encontram nada associado com poesia e essas conexões algumas vezes se discernem de camadas mais profundas de verdade. De muitas maneiras, “flecha de fogo” é um nome apropriado para Brigit, uma vez que em uma imagem, convém a ideia de uma chama brilhante que é associado com ela, junto com o sentido de sua direção, sua habilidade de ir direto ao ponto e a força de sua energia, onde muitos que trabalham com ela hoje em dia podem reconhecer. Os raios do sol podem também serem descritos como flechas de fogo.

Esse, então, é um dos primeiros vislumbres que temos da deusa Brigit, filha do Dagda, o bom deus, ás vezes, o deus pai dos Tuatha De Danaan. Ela é vista aqui primeiramente como uma deusa tripla, de poesia, ferraria e cura (não como donzela, mãe e anciã), e as três muitas vezes se apresentava para Cormac como Brigid, ou o nome Brigit é na verdade um título, e não um nome por si só. É interessante observar que o que é enfatizado aqui, nessas poucas linhas escritas a milhares de anos atrás, é o quanto ela era amada devido a seu cuidado muito grande – já temos aqui uma imagem de uma deusa que é envolvida ativamente com a humanidade, que é tão carinhoso que ela invoca muito amor.
Outra referência à ela como uma deusa, está no Livro das Invasões da Irlanda do século XII, que dá uma história mitológica da Irlanda. O Livro diz:
“Brigit a poetisa, filha do Dagda, tinha Fe e Men, dois bois reais, de onde Femen é nomeada. Ela tinha Triath, rei de seus javalis, de onde Treithirne é nomeado. Com eles estavam, e ouvimos, os três gritos demoníacos depois da rapinagem na Irlanda, sibilo, choro e lamentação. Ela tinha Cirb, rei dos carneiros, de onde Mag Cirb é nomeado.”
O interessante é que aqui ela é associada com a realeza – ela tinha dois bois reais, um rei de javalis e um rei carneiros. O rei de seus javalis, Triath, é o Twrch Trwyth (uma vez que os nomes são cognatos) que aparece na história de Culwch e Olwen no Mabinogion. O Twrch Trwyth é o javali da Irlanda que Culwch e seus companheiros caçam. Eles tinham que pegar dele um pente e uma tesoura para para desembaraçar a barba do gigante Ysbaddaden, pai de Olwen, que Culwuch deseja se casar. O Twrch Trwyth é o filho do governador Taredd, um rei que foi transformado em um javali por Deus, devido a seus pecados.
O javali é um animal apropriado para Brigid, uma vez que na tradição Celta, ele simboliza agressão que é necessário para os guerreiros e era um ornamento favorito para a chapeleira dos guerreiros. Devido a isso, como já víamos, ela é as vezes descrita como uma protetora tribal e guerreira, em seu aspecto como Brigantia. Evidências de moedas e esculturas Celtas também ligam javalis com deuses e símbolos solares, e acredita-se que a pagã Brigit tenha sido uma deusa do fogo e do sol. Na tradição irlandesa, o Javali Branco de Marvan foi um pastor, um médico, um mensageiro e um músico – atividades conectadas com Brigit, como deusa da poesia e cura.
Brigit, por John Ducan
Um poema de São Broccan sobre a Santa Brigit, descreve sua associação com o javali, (e isso é de novo mencionado na vida por Cogitosus). Há aqui, talvez, uma lembrança de Triath, o rei dos javalis que ficava com a deusa Brigit.
“Um javali selvagem frequentava seu rebanho,
Ao norte ele caçava, o porco selvagem;
Brigit o abençoava com sua vara,
E ele ficava com seu suíno.”
Os outros animais mencionados com ela no Livro das Invasões são animais domésticos – bois e carneiros – apontando sua função como uma deusa da fertilidade e protetora de animais domésticos. Mais tarde, como Santa Brigit, nós podemos ver que ela é particularmente associada com vacas e carneiros, capaz de ordenhar suas vacas três vezes e geralmente criar abundância suficiente para alimentar todos que vinham até ela.
Nós ouvimos falar de Brigit novamente como uma dos Tuatha De Danaan, na história da Batalha de Maigh Tuiredh (do século XII, mas baseado no material do século IX), que conta o conflito entre os Tuatha De e os habitantes da Irlanda, os Fomorianos. Aqui ela é apresentada como uma mediadora (um ser liminar) casada com o rei Fomoriano Bres, embora ela seja a filha do Dagda dos Tuatha De Danaan. Seu filho, Ruadan, fere o ferreiro Goibniu dos Tuatha Dé, e é morto pelo mesmo. Está escrito que:
“Bríg veio e lamentou pelo seu filho. Primeiro ela gritou, e por ultimo ela chorou. Então, essa foi a primeira vez que choros e gritos foram escutados na Irlanda. (Agora, ela é Brig, quem inventou um assobio para ser sinalizado à noite.)
Isso reflete a parte no Livro das Invasões: “Com eles estavam, como escutamos, os três gritos demoníacos depois da rapinagem na Irlanda, assobio, choro e lamentação.” Assim, Brigit não é descrita como uma guerreira como a sombria Morríghan que é associada com o lado destrutivo e sangrento da guerra. Ela dá proteção para quem luta, cuida e lamenta por aqueles que morrem. Ela é a deusa mãe que chora pelo seu filho caído e talvez por que todo guerreiro é filho de alguma mãe, ela não é glorificada ou exultada na guerra.
Possivelmente, há aqui a semente da tardia personificação da Santa Brigit como a Maria dos Gael, mãe adotiva, as vezes até mesmo a mãe de cria de Jesus, outra mulher que chora na morte de seu filho. Ainda, é necessário ter em mente que os textos mencionados acima são na realidade mais tardios que os textos detalhados da vida e milagres da Santa Brigit, e é possível que os autores ou escribas dos textos foram influenciados pela figura tardia da santa.
A Deusa hoje na Irlanda
A cabeça de Corleck
Há um pequeno traço de Brigit, a antiga deusa, na Irlanda hoje, e ela é quase totalmente substituída pela figura da santa. Um local onde ainda temos sua presença, no entanto, é na paróquia de Knockbride no Condadod e Cavan. Há uma colina chamada de Knockbride (Colina de Bride), onde no topo há um velho poço e um forte, e dois pequenos lagos, Lochbride Superior e Inferior. Muitos artefatos foram descobertos nessa área, incluindo a famosa Cabeça Tripla de Corleck, que está agora no National Museum em Dublin e uma cabeça de pedra, que acredita-se ser a de Brigit, que agora está perdida.
Essa imagem mostra o santuário de Knockbride, com a suposta cabeça de Brigit (usando um torc) no topo, a cabeça Corleck diretamente abaixo dela e a cabeça de carneiro, a cabeça barbada, a cabeça de um olho e o cavalo abaixo dela. Apenas a cabeça de Corleck e a barbada sobreviveram, que agora estão no National Museum em Dublin.
A Catedral de St. Brigit, em Kildare.
É certo que Brigit foi cultuada lá no passado, e provavelmente, de alguma forma, até o século XIX. A cabeça de pedra sobreviveu até um padre paroquiano, Owen Reilly (1940-44), a remover. De acordo com a tradição local, mantida de geração a geração, o Padre O’Reilly a levou da parte Leste da paróquia até a parte Oeste, onde uma nova igreja foi construída. Ele alegrou que a cabeça de Brigit pulou da carruagem para o lago de Roosky, onde desapareceu para sempre.

Outra tradição conta que ele pediu ajuda para descarregar uma pedra perto do crepúsculo, no local da nova igreja e que lá ela foi enterrada na fundação da igreja. Seria bom pensar que a igreja não deixou a paróquia, mas está nas águas do lago ou nas profundezas da terra. Certamente, como a Santa Brigit, sua presença é ainda sentida e a nova igreja do Oeste Knockbride tem uma estátua dela, levantada, exaltada, na frente da construção.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Prática Diária

Tudo o que eu escreveria nesse post dos 30 dias druídicos, eu já tinha escrito antes de estar participando! :) Clique aqui para ler minhas reflexões sobre Prática Diária.

Espaços Sagrados

Vou citar aqui nesse post alguns locais sagrados da Irlanda. Mas o que fazem esses locais sagrados? O que os "separa" do "mundo profano"? Os Celtas viam toda a Natureza sendo sagrada, não fazendo distinção entre o sagrado e o "não-sagrado". Hoje em dia, precisamos olhar a nossa volta e lembrar desse antigo conhecimento, e aprender a não jogar lixo nas ruas, não poluir rios, e outras coisas. Se as pessoas percebessem o rio como sendo a própria divindade, eles não os poluiriam. Se as pessoas reconhecessem a Terra como sua mãe, eles não jogariam lixo nela. Você sujaria a sua mãe? Um local passa a se tornar sagrado quando os reconhecemos como sagrados.

O Brugh na Boinne

"2. Veja o monte fada diante de seus olhos:
É a planície para você ver, é a habitação de um rei,
Foi construído pelo rústico Dagda:
Foi um abrigo, foi um forte famoso pela força."

O Brugh na Boinne, conhecido por muitos, é o Palácio de Fadas do Deus Oengus. Há muitas histórias sobre como esse monte foi tomado. Três versões, no total. A primeira verão está no mito 'O Cortejo de Étain', onde primeiramente pertencia à Elcmar, e então, o Dagda pega para Oengus pela estratégia de 'dia e noite'. A segunda versão está no 'A Tomada do Monte Fada', onde Oengus pega o Brugh de seu pai, o Dagda, pela mesma estratégia. Na terçeira versão, contada no mito 'A Nutrição da Casa das Duas Taças de Leite', Oengus com a ajuda de Manannan, toma o Brugh de seu pai de cria, Elcmar, pela mesma estratégia de 'um dia e uma noite'. Muitas histórias, muitos segredos, muitos mistérios se escondem nesse lugar, como a iluminação de suas câmaras pelo sol no dia do Solstício de Inverno, outra clara ligação com o deus Oengus. Acredita-se, ainda hoje, que Oengus ainda está dentro dessas partes, com seu séquito de fadas comendo porcos que se regeneram no dia seguinte e bebendo a cerveja de Goibniu.

Temair (Tara)

Foram tantas coisas que já aconteceram nesse local, que seria quase impossível listar todas elas! Para percebermos a sacralidade deste lugar, vemos até que os Dindsenchas reserva 5 poemas para Tara. A origem de seu nome é incerta, com muitas especulações, sendo a mais aceita, 'Muralha (Plataforma) de Tea', uma das esposas de Erimon. No início, o lugar onde hoje é conhecido como Tara, era uma grande floresta de aveleiras, até ser cortada por Liath, e daí foi conhecida como Druim Liath. No tempo dos Tuatha Dé Danann, era chamada de Cathair Crofhind, em honra à Chrofind, a Casta, filha de Allod. Muitos eventos mitológicos (e reais) já aconteceram aqui, como a luta de Fionn e Allen, que aterrorizava Tara todo Samhain com suas chamas até Fionn o derrotar. Quando os filhos de Míl chegam na Irlanda, Tara é o primeiro lugar onde vão, para encontrar com os três reis da época, Mac Cuill, Mac Cecht e Mac Gréine. Muitas são as histórias que já aconteceram nesse local, e o sítio em sí também tem vários outros "locais", como o Rath Gráinne, a tumba da princesa Grainne, o Monte dos Reféns, entre muitos outros. Tara também era palco dos grandes festivais de fogo, em especial o Samhain, e também, local para muitos banquetes, como o contado na história 'A Divisão das Terras de Tara.' Hoje em dia, Tara está em perigo, sendo ameaçada. Querem construir uma rodovia destruindo Tara. Clique aqui para salvar Tara!

O Rio Boyne

Existia um poço, o Poço de Segais que era protegido por Nechtan e seus três irmãos, Luam, Lám e Flesc. Nechtan tinha advertido à sua esposa Boann os poderes do poço, e mesmo assim, ela vai até lá dizendo que "nada pode destruir sua forma". A deusa das águas gira três vezes em wildernish ao redor da poderosa fonte, e de lá surge três ondas de água que destroem sua perna, seu olho e sua mão (em outros relatos, ela é morta). Tentando fugir daquele perigo, Boann corre todo o percuso, onde hoje o rio corre, tentanto escapar das águas poderosas daquele poço. Nessa disputa, sua cachorra de colo, Dabilla também é ferida, e dá origem ao Cnoc Dabilla. Por fim, Boann cansada, não consegue vencer o rio, e acaba se afogando. E assim foi a origem do rio Boyne.

E esses foram apenas três das centenas de locais que eram considerados pelos irlandeses. Lugares com muitas histórias, palco de muitos eventos, e é claro, locais de muita magia.  




 

Elementos

     Os Celtas não reconheciam os elementos como os Wicca e os antigos Gregos reconheciam (Terra, Fogo, Água e Ar) e associavam as direções cardeais (Terra=Norte/Fogo=Sul/Água=Oeste/Ar=Leste), assim como alguns RC não fazem. Eu não faço essas associações até por que acredito que o mundo não é formado apenas por quatro elementos, eu sigo a seguinte correspondência:

Céu - Cabeça
Vento - Respiração
Vegetação - Cabelo
Sol - face
Lua - Mente
Mar - sangue
Terra - carne
Rocha - osso
(e para alguns .. Fogo - olhos)

     Como o Endovelicon disse em seu post, se observamos que as rochas seriam os ossos, entao as rochas da terra seriam os ossos do mundo, formando um organismo vivo, certo?
     Nos rituais, não "chamo" pelos pontos cardeais, invocando a terra, ar, fogo e água. Também não "chamo" pelos 9 elementos listados acima, até por que, de uma forma ou de outra, eles já estão presentes. Na liturgia ADF, há o Poço, Árvore e Fogueira, e eu acredito que esses também possam ser considerados elementos, fazendo uma ligação entre esse mundo e o Outro, e são estes que são invocados em meus ritos. 
     Se observarmos bem, os Três Mundos assim como o Poço, Árvore e Fogueira carregam os "4 elementos" dentro deles. O Mar e o Poço seriam a água, a Árvore e a Terra seriam a terra, e a Fogueira e o Céu seriam o fogo e o ar. Ou também, a Árvore como o ser que liga os mundos também poderia ter o ar.
     Bom, esses foram apenas alguns pensamentos para vocês refletirem, e com o passar do tempo, vocês vão perceber o que funciona melhor para vocês.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Três Mundos

     Três mundos, três reinos. Terra, Céu e Mar. Os três reinos eram representados pelos Celtas pela triskele, um símbolo de três pernas, cada 'perna' significando um Reino. O triskele também é o símbolo de Manannón, guardião do Mar, rei das Ilhas Afortunadas. É necessário que cada um se mantenha em seu reino para o equilíbrio prevalecer na terra: se o mar inundar a terra por meio de tsunamis, se a terra se tremer em terremotos, o mundo está em desequilíbrio. Cada reino tem sua bênção, e os Celtas reconheciam isso dando grande importância para cada um dos Reinos, sendo que nenhum era mais ou menos importante que o outro, estando todos no mesmo 'status', como mostra essa bênção da história A História da Descoberta de Cashel:

"A bênção do céu, bênção da nuvem,
A bênção da terra, bênção das frutas,
A bênção do mar, bênção dos peixes."

     Do Céu, onde alguns acreditam que seja a morada dos Deuses, vem os relâmpagos que são como o Imbas, lampejos de inspiração. Lá os Deuses moldam as nuvens para nos anunciar presságios e é a morada do Fogo, que se manifesta pelo Sol e pela Lua, assim como os relâmpagos de Lugh Lamhfada.
     Da Terra debaixo de nossos pés, temos as árvores que nos dão frutos, nosso sustento. A terra nos dá os grãos para nosso sustento, e debaixo dela, dentro das motanhas, encontramos os Aois Sidhe, o Povo Nobre.
     No mar, está a morada dos nossos ancestrais, a porta para o outro mundo. De lá tiramos os peixes, 'o gado de Tethra' nas palavras de Amorgin, que são o sustento para os pescadores, assim como as conchas e pérolas de Fand que embelezam qualquer mulher.
     Vemos que os Celtas davam grande importância a isso lendo as bênçãos, orações e louvores que esses antigos Povos faziam aos reinos, como podemos achar essa oração de Bons Desejos do Carmina Gadelica, no som 282:

"Poder do mar seja teu,
Poder da terra seja teu,
Poder do céu.
Bondade do mar seja tua,
Bondade da terra seja tua,
Bondade do céu."

     Nos ritos, fazemos um reconhecimento desses três reinos: muir mas, nem nglas, talam cé  (o belo mar, o céu azul, a terra presente). Algumas pessoas 'invocam' os três mundos, o que eu acho desnecessários, uma vez que a terra está aqui debaixo dos nossos pés, o mar ao nosso redor, e o céu acima de nós. Apenas um reconhecimento é necessário (e pedir suas bênçãos!).
     Os Celtas não apenas tinham orações, cantos, bênçãos, etc. com os três reinos, e também faziam juramentos, jurando por cada um dos reinos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Là Fhèill Brìghde



Fonte: Site 'Tairis', Là Fhèill Brìghde, disponível em <http://www.tairis.co.uk/festivals/la-fheill-brighde/>. All content by Annie Loughlin © 2006-2015

Là Fhèill Brìghde

                Por todo o mundo gaélico, Brìde é uma das santas mais populares e é comumente conhecida como a mãe adotiva de Cristo e a parteira de Maria. Um conto apócrifo relata a estadia de Brìde em Belém na época do nascimento de Cristo. Ela respondeu a uma batida em sua porta e encontrou Maria e José procurando um lugar para ficar, mas ela foi obrigada a expulsá-los. Antes de eles irem, no entanto, ela lhes deu água e alguns de seus bannocks, ao ver que eles tiveram uma longa viagem. Quando eles tinham partido, Brìde virou e encontrou os bannocks miraculosamente em seu lugar e a bacia cheia de água novamente. Sabendo que algo extraordinário estava prestes a acontecer, Brìde saiu para procurar o casal e, ao ver uma estranha estrela no céu, a seguiu e os encontrou em um estábulo, onde Maria estava prestes a dar a luz. Cheia de compaixão, Bride ajudou Maria a dar a luz ao seu filho.1 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Terra e Natureza

3°. dia - Terra e Natureza

      Já estava pensando em fazer um tópico com esse tema antes mesmo de eu conhecer os 30 dias druídicos, mas me faltava um pouco de inspiração, e agora, eis que surge a oportunidade! Bom, muita gente procura a Bruxaria, Druidismo, Wicca, etc. principalmente por causa da aura da magia, dos mistérios, etc. Sim, admita. Eu mesmo sempre me interessei por coisas ocultas, magia, vendo Harry Potter e essas coisas que qualquer iniciante quer. Muitas pessoas (grande maioria iniciantes) dão mais valor a magia, saber como se faz feitiços, como criar um ritual, e dão pouco valor, ou senão nenhum, à Terra e a Natureza, esquecendo-se que a fonte de todo esse poder vem da Terra. Eu me lembro de quando tava começando, e frequentemente ouvia falar no 'poder das estrelas', dos planetas. Não que não sejam fontes poderosas de energia, mas acho que isso não é o principal.
     Sim, usamos magia, mas que tal usarmos ela um pouco para melhorar a situação do NOSSO planeta, ao invés de 'pedir poder' para outros planetas para .. hm.. 'crescimento espiritual' por exemplo? As pessoas tem que dar valor mais ao que tem, e que está perto de ser destruído. Olhe ao seu redor, e imagine que tudo isso um dia, se depender do ser humano, vai se destruir. O homem não vê que destruindo a natureza ele está destruindo também a sí próprio? Então, um conselho para você, que está começando agora.. que tal você esquecer um pouco de 'pedir poder para as estrlas para montar um ritual hipersecreto de iniciação dos druidas da atlântida para elevação espiritual' e tenta fazer um pouco pelo nosso planeta? Salvar aquilo que ainda temos? Não falo somente fazendo isso por magia, mas também por atitudes simples que fazem uma enorme diferença, como não jogar papelzinho na rua e todas essas coisas. Relaxe, olhe para o céu, sinta o mar, deite-se na terra, pois esses são seus bens mais preciosos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cosmologia

2°. dia - Cosmologia

 "Havia um poço em Síd Nechtain que guardava a fonte do conhecimento e era protegido pelo deus Nechtán e seus irmãos - Luan, Lam e Flésc - que não podiam deixar ninguém se aproximar do poço, a não ser, eles mesmos. Bóann, a orgulhosa esposa de Nechtán, decidindo testar os poderes do poço, vai até o mesmo e gira três vezes na direção anti-horária. Ao fazer isso, três violentas ondas saem de dentro do poço, correndo atrás da formosa Bóann que correu até se cansar, e a onde então mutila seu braço, um olho e sua perna, e por último, a afoga. A partir desse ato, o rio Boyne foi criado."

 "O Dagda fez para sua filha Ainge um grande barril de madeira, pois quando a maré do Rio Boyne estava alta, havia goteira dentro do Brugh na Boinne. Ainge não ficou satisfeita com o presente de seu pai, e então, decidida a fazer um barril melhor, recolheu todos os tipos de madeiras para fazer seu próprio barril. Gaible, o pálido filho de Nuada, roubou as madeiras de Ainge e os arremessou longe. No lugar onde caíram, nasceu uma bela floresta que hoje é conhecida como a 'Floresta de Gaible'."

 "Quando Cailleach Bheur estava construindo as montanhas da Escócia, ela carregava pedras e terra em uma grande cesta presa em suas costas. Quando Cailleach se desequilibrava, a cesta inclinava e a terra e as pedras caíam, formando ilhas. Estas ilhas eram chamadas de os 'despejos da cesta da Cailleach'."

 "Cé, o habilidoso druida de Nuada, após sair ferido da Segunda Batalha de Moytura. Muito cansado, ele viu uma bela planície cheia de flores. Seu coração foi preenchido com um desejo muito grande de chegar até aquela planície, e quando chegou lá, devido ao seu cansaço e a gravidade de suas feridas, ele morre. Após sua morte, uma lago rompe do chão e inunda toda a planície, dando origem ao Loch Cé, ou como hoje é conhecido, o 'Lago Key'."

 Criação de rios, nascimento de florestas, formação de lagos e ilhas - mitos de criação. Tudo é uma questão de ponto de vista. 
 
 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Curando no mundo Celta

Extraído do site http://homepage.eircom.net/~shae/, por Hilarie Wood. Traduzido por mim, com a permissão da Shae. Todos os direitos reservados. Clique aqui para fazer o download.

Por que o Druidismo?

1°. dia - Por que o Druidismo?

 Contato com a Natureza, reverência aos ancestrais, politeísmo, animismo, panteísmo, respeito pelos animais e por qualquer forma de vida, visões, guerreiros, batalhas épicas, reis e rainhas, poesias, contos, histórias, mitologia fascinante, valores, lealdade, amizade, companheirismo, viver na verdade, deuses amantes, heróis bravos, magia, curas, criaturas encantadas, Ilhas de Prazer; por que o Druidismo? Por que me sinto em casa.   


 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Prática diária

7°. dia - Prática diária

Oração para a Manhã
Quando acordo, faço essa oração para minha deusa madrinha, a quem eu tenho muita afinidade. Cliodhna Chenfind.

Graças a ti, Clidna Cendfind
Que me trouxe da noite passada,
Para a luz brilhante desse dia.
Guia meus caminhos hoje com sua luz,
Abençõee minha visão para que eu possa abençoar tudo que vejo,
Abençõe minha fala,
Abençõe minhas ações,
E até que eu esteja orando para ti novamente,
Me proteja nas palmas de tua mão. Assim seja.

Oração para as Refeições
Uso, normalmente, para almoço e janta. Nesse momento, oro para deidades da fartura, ligadas à terra e a abundância. Geralmente, oro para Tailtiu e/ou o Dagda.

Agradeço à Tailtiu
Por essa maravilhosa refeição
Que me nutre, que me sustenta, que me mantem vivo.
Que nunca me falte
Nem para meus familiares
Nem para meus amigos
Nem para aqueles que eu amo.
Assim seja.

Eu me lembro uma vez, quando estava jantando na casa da minha tia, e ela estava orando pela janta. Minha família é cristã, e eu me perguntava: 'Por que alguém oraria pela comida? O que eles pedem?', e as resposta que vinham na minha cabeça era 'Bom, deve ser para não aparecer sangue, coisas nojentas na comida.' Sim, até hoje isso me diverte.

Oração para o Banho
Oro também a deidades da água quando me banho, pedindo para limpeza física e espiritual. Normalmente, oro para Boann.

Lavo meu rosto,
Como Boann lava o dela nas águas da Sabedoria
Do Poço de Segais.
Lavo meu corpo,
Como Boann lava o dela nas águas do rio Boyne.
Que levará embora,
A tristeza, a doença, a dor, a angústia e o sofrimento.
Assim seja.

Oração para a Noite
Para quando vou dormir, e novamente, peço para minha deusa madrinha.

Esta noite me deito com Cliodna
E Cliodna se deitará comigo.
Eu não me deitarei com a tristeza,
E a tristeza não se deitará comigo.
Mas eu me deitarei com Cliodna,
E o espírito de sua beleza.
Cliodna, agradeço pelo meu dia.
Cliodna, agradeço pela luz,
Que iluminou os meus caminhos hoje.
Cliodna, guie meus sonhos,
Que eu possa ter uma boa noite,
E que amanhã eu acorde,
Renovado e revigorado.
Assim seja.

Nem sempre eu sigo direitinho toda a oração^, isso é apenas o padrão: as palavras simplesmente fluem, como um rio. Palavras que saem do meu coração, indo ao encontro da Divindade. Que assim seja com vocês.
Bênçãos Deles!

Um presente por um Presente: Oferendas

Texto extraído do site www.gaolnaofa.com, por An Chomhairle Ghaol Naofa e traduzido por mim. Todos os direitos reservados.
-

Um presente por um presente: Oferendas

Por An Chomhairle Ghaol Naofa

Copyright © 2007-2012. All Worldwide Rights Reserved to An Chomhairle Ghaol Naofa/An Chuallacht Ghaol Naofa. Do not reproduce without explicit permission

Introdução

     As oferendas são uma das mais fáceis e melhores formas de começar uma prática de Politeísmo Gaélico. Não há muito de estudo envolvendo isso, e dar oferendas é uma das formas mais efetivas de contatar os deuses. Oferendas são simples atos que tem um significado poderoso e complexo. Nesse artigo, vamos observar a história das oferendas, as variedades que podem ser dadas, e como lidá-las e os motivos para consultar os presságios.

O Historicismo das Oferendas

     O De Gabail in tSida (A tomada do Sidhe), contido dentro de um manuscrito do século XII do livro de Leinster, fornece um interessante relato do início do paganismo na Irlanda. O conto se segue após a derrota dos Tuatha Dé Danann (, isto é, ‘deuses’) pelos Milesianos (os Gaels/a humanidade) na Batalha de Tailtiu. Os vitoriosos Milesianos agora estabelecidos na terra de Ériu, enquanto os Tuatha Dé Danann foram forçados a irem para o ‘subsolo’ e permanecem hostis aos Milesianos, envenenando suas colheitas, destruindo seu leite e causando desassossego. O Rei dos Milesianos, Eremon, foi então obrigado a se encontrar com o chefe dos Tuatha Dé, Dagda, para discutir arranjos de paz entre as duas raças. Um acordo foi feito, e os Milesianos foram obrigados a pagar tributos de leite e seus derivados para os Tuatha Dé Danann, que em troca, permitir-lhes-ia beber seu leite, desenvolver suas colheitas, e que assegurem a paz entre as duas partes¹.

     Esse pequeno conto poderia revelar-nos muito sobre como os antigos Gaels viam seus relacionamentos e interação com os deuses e espíritos, ou, no mínimo, fornecer uma base útil em que os modernos Politeístas Gaélicos podem começar a construir. Primeiro, o texto revela que quando a humanidade e os estão em desacordo, haverá desarmonia, escassez, e possivelmente uma cadeia de eventos infelizes. Então, quando o homem os se encontram em termos de paz, ambas as partes entram em um relacionamento contratual. Os contratos, mútuos acordos formais, foram literalmente, a fundação da antiga sociedade Gaélica e eram realizadas com grande respeito. Isso é bem expressado em uma citação de Di Astud Chor, ‘pois o grande mundo está assegurado/pelos contratos que são proclamados²’. Esse contrato entre o homem e os é honrado por um ciclo recíproco de mútuo respeito e acomodação, ou seja, hospitalidade, um princípio também tido em grande relação pelos antigos Gaels que aplicaram leis rigorosas sobre a forma de hospitalidade que deve ser dada de acordo com quando e para quem. Finalmente, isso mostra que a hospitalidade, expressa através de presentes (nesse caso, leite e seus derivados), promove a abundância, saúde, e a harmonia entre o homem e os (talvez, representativo de uma cosmologia harmônica). Tal relacionamento é um epíteto alternativo para os Tuatha Dé Danann, aes sídhe, ou ‘povos de paz’.

     Então, é sobre relações contratuais e a extensão da hospitalidade que o culto politeísta gaélico é fundado, e é por isso que as oferendas é um componente essencial em uma relação com os Dé ocus Andé³. Não apenas os modernos Politeístas Gaélicos honram o contrato de seus antigos ancestrais, mas eles estão em harmonia com os , fortalecendo os laços entre os homens e o divino, que então, garantirá nossa saúde e prosperidade.

Tipos de Oferendas

     Como está no De Gabail in tSida, o leite e seus derivados estão entre as oferendas dadas aos Dé. Outros exemplos que eram dados em tempos antigos incluem libações alcóolicas (hidromel ou cerveja, por exemplo), grãos, armas como espadas e escudos, joalheria, obras artísticas, carne, primeiros frutos e sacrifício animal (e possivelmente humano). Essas oferendas são frequentemente depositadas em poços ofertórios ou poços secos, queimados em focos sacrificais, atirados em rios ou lagos ou colocados perto de pedras fixas. Nas sobreviventes tradições folclóricas Gaélicas, leite, manteiga creme, caudle [NT: uma bebida alcóolica], bannocks [NT: um tipo de pão], e bolos (especialmente nos feriados), água, poesia e sons, mel, moedas, frutas, peças de roupas e velas são oferecidos ao ‘Bom Povo’ ou ‘fadas’ e colocadas perto de poços, pedras sagradas, árvores, matagais, ou deixados do lado de fora da casa.

Lidando com Oferendas

     Os Politeístas Gaélicos fazem rituais de oferendas para uma variedade de razões e ocasiões – para expressar gratidão, fazer um pedido, comemorar um evento (nascimento, casamento, morte, graduação, aquecimento da casa, etc.), para celebrar os Quatro Dias sazonais, ou para simplesmente demonstrar honra e respeito pelos Dé ocus Andé. Os itens dados como presentes votivos podem variar desde os objetos tradicionais listados acima até oferendas modernas como café e bolo de chocolate, para qualquer ato sagrado dedicado aos Dé ocus Andé. Dar uma oferenda é estender a hospitalidade, então, uma oferenda deve ser adaptada para o ou (deidade ou espírito) a quem está se oferecendo. Por exemplo, o Dagda é conhecido pelo Seu grande apetite e predileção por mingau4, então, uma grande vasilha de mingau ou ensopado pode ser uma oferenda apropriada. Ogma é conhecido como um eloquente orador, então Ele pode apreciar um prosa devocional bem escrita. Uma oferenda é acompanhada de uma oração, canto, ou poema que louva a deidade ou espírito, ou expressa a razão ou a ocasião por oferecer. Na tradição Gaélica, as palavras, especialmente na poesia, são ditas ter poderosas qualidades espirituais que podem influenciar a realidade, e quando se dá presentes e oferendas, elas expressam intenção, e dão essência e significado.

     A oferenda é então colocada onde é apropriado ou sobre o altar da casa ou um altar individual dedicado a um específico ou . Comida e bebida é normalmente deixada no altar por duas horas de um dia e então é eliminado. As oferendas eliminadas devem ser dadas à terra enterrando-as ou simplesmente as colocando no solo. Elas podem ser queimadas também, e suas cinzas serem jogadas na terra. As oferendas de comida e bebida não devem ser simplesmente atiradas no lixo depois, pois ainda continua sendo um presente para os Dé ocus Andé. Se alguém é absolutamente incapaz de eliminar oferendas através do fogo ou colocando na terra, então pode ser aceitável eliminar-se delas, colocando no lixo. É possível, manter as oferendas em uma bolsa separada ou contêiner e então eliminá-las adequadamente quando for capaz.

     Uma vez que um presente foi ritualmente ofertado aos Dé ocus Andé, o presente não deve ser perturbado mexendo neles, pois isso pode facilmente ofendê-los ou enfurece-los. Há contos de pessoas que ficaram doentes ou até mesmo morreram por perturbar os presentes Deles5. As oferendas de comida e bebida são ditas ter sua toradh (‘substância’) consumida pelos Dé ocus Andé, então, não é saudável para um humano ou outro ser vivo consumir qualquer oferenda uma vez que já tenha sido dedicada6.

A respeito dos Presságios

     Alguns pessoas sugerem realizar algum tipo de divinação depois de um ritual ofertório para ver se as oferendas foram aceitas pelos Dé ocus Andé7. Alguns podem dizer que isso é uma contradição teológica, alegando que se o homem e os estão ligados em um relacionamento contratual de hospitalidade recíproca, então eles não tem escolha, a não ser aceitar nossos presentes para honrar Seu lado do acordo.

     No entanto, a evidência aponta que a consulta de presságios é comum dentro da tradição Gaélica. Por exemplo, em Lá Fheill Brid na Escócia, os sinais são procurados para ver se Bríd os visitou durante a noite. A falta de um sinal implicava que Ela foi ofendida pelas oferendas que foram deixadas para Ela, ou talvez por ações passadas da casa, e então Ela ficou longe. Medidas então eram tomadas para fazer as pazes com Ela – junípero era queimado dentro da casa e um galo era sacrificado8. Na Irlanda, também em Lá Fheill Brid, os sinais de Brid também são procurados. Na véspera, uma cama era feita para Ela dormir – feita de palhas ou cruzes de Bríd – e ela então era cerimonialmente convidada para a casa. Na manhã seguinte, se houvesse sinais que Ela tenha dormido na cama, é dito então que ela os visitou e deu sua bênção para a casa. Caso contrário, acreditava-se que Brid tinha adiado Sua jornada, e as cruzes que foram feitas na noite anterior eram arremessadas para fora de forma que Ela pudesse abençoá-las naquela noite9.

     Outro exemplo da Escócia, fala de oferendas sendo feitas antes de ir para uma casa nova, a fim de ver se os espíritos do lugar te aceitariam. Uma cama era feita e comida era deixada pelo lado de fora, e se a comida não tivesse sido consumida na manhã seguinte, a casa devia permanecer vazia e a pessoa teria que achar outro lugar para viver. Caso contrário, os novos ocupantes sofreriam desastres e infelicidades10.

     Conceder os exemplos acima não são o mesmo tipo de presságios consultados pelos Politeístas Gaélicos hoje em um ritual ofertório, que tendem a consultar ogam, mas também mostra que os podem não aceitam qualquer coisa que tenha sido Lhes dado. A ofensa pode atrapalhar nosso contrato de relacionamento e substituir a hospitalidade, e não há necessariamente nenhum senso de obrigação em aceitar as oferendas de Sua parte. Há sempre uma chance deles recusarem o que lhes foi oferecido, especialmente em exemplos onde o ofertador está usando uma pequena GPN (Gnose Pessoal Não-Verificada) e oferecendo algo não-tradicional que ele sinta que a Deidade possa gostar.

Conclusão

     Como podemos ver, as oferendas são uma parte vital na prática de Politeísmo Gaélico. É o que nos liga aos . Esse artigo é apenas uma breve visão de oferendas, mas você pode querer saber mais chegando Getting Started: Making Offerings no Tairis.     


Notas de Rodapé

1. Wentz, Evans WY, The Fairy-Faith in Celtic Countries, 1911, pp 291.
2. MacLeod, Neill, Early Irish Contract Law, 1992.
3. Dé ocus Andé 'deuses e não deuses', apesar do uso do termo não ser tradicional, os não deuses estão sendo referidos como qualquer divindade, e não um deus ou deusa, ou seja, ancestrais, espíritos da terra, heróis e etc. Déithe agus Andéithe em Irlandês Moderno.
4. O mingau que o Dagda comia tinha muitos pedaços de carne e era mais uma caldo do que um mingau para nós, hoje.
5. Wentz, Evans WY, The Fairy-Faith in Celtic Countries, 1911, pp 33.
6. Wentz, Evans WY, The Fairy-Faith in Celtic Countries, 1911, pp 44.
7. NicDhána, Kathryn et al, O CR FAQ Brasil: Uma introdução ao Reconstrucionismo Celta, 2007, pp. 110.
8. Charmicael, Carmina Gadelica, Vol 1, 1900, pp 168.
9. Ó Duinn, The Rites of Brigid: Goddess and Saint, 2005, pp. 48-49
10. Wentz, Evans WY, The Fairy-Faith in Celtic Countries , 1911, pp 75.