segunda-feira, 1 de maio de 2017

Superstições do 1º de maio

Fonte: WILDE, Lady Francesca Speranza. “Ancient Legends, Mystic Charms and Superstitions of Ireland.” 1887. Disponível em: <http://www.sacred-texts.com/neu/celt/ali/ali054.htm>. Acesso em: 01 de maio de 2017.

Superstições do 1º de maio

O malmequer-dos-brejos (Caltha palustris) é de grande uso na adivinhação e é chamado de “o arbusto de Beltaine.” Guirlandas para o gado e para os batentes das portas são feitas com essa flor para espantar o poder das fadas. Leite também é derramado na soleira das portas, apesar de ninguém dar leite para outra pessoa, assim como o fogo e o sal – essas três coisas eram sagradas. Existiam muitas superstições associadas com o 1º de maio. Não é seguro ir até corpos hídricos na primeira segunda-feira de maio. Acreditava-se que as lebres encontradas em maio eram bruxas e que deveriam ser apedrejadas.

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O malmequer-dos-brejos. (A imagem não faz parte do texto original)


Se o fogo se apagar na manhã de maio era um sinal de muita má sorte e ele não poderia ser reaceso exceto por um relvado em chamas trazido da casa de um padre. As cinzas desse relvado abençoado seria posteriormente aspergido no chão e na soleira da casa. Nem o fogo, nem água, leite ou sal deveriam ser dados, seja por amor ou por dinheiro, e se fosse dado um copo de leite para um viajante, ele deveria beber dentro da casa, e poderia misturar sal na bebida. Em qualquer ocasião, uma bebida de sal e água era considerada um poderoso encantamento contra o mal, caso fosse preparada adequadamente por um médico das fadas e se palavras mágicas fossem ditas sobre a bebida.

Em um dia de maio, uma jovem menina deitou-se para descansar em um rath de fadas ao meio dia e adormeceu – um grande perigo, pois as fadas tem o poder mais forte durante o mês de maio e estão particularmente a procura de uma noiva mortal para levar para as mansões das fadas, pois eles amam a visão da beleza humana. Eles então levaram a menina adormecida embora, deixando apenas uma semelhança sombria dela deitada no rath. A noite chegou, e como a menina não tinha voltado para casa, sua mãe enviou mensageiros em todas as direções para procurar por ela, até finalmente ser encontrada no rath de fadas, deitada inconsciente como se estivesse morta.

Eles a levaram para casa e a colocaram em sua cama, mas ela não falava ou se movia. Três dias se passaram e eles acharam que seria bom chamar o médico das fadas. Imediatamente ele disse que ela tinha sofrido um golpe das fadas (fairy struck), e deu para eles uma pomada feita com ervas para untar as mãos e a testa dela toda manhã, ao nascer do sol, e toda noite quando a lua se levantasse; foi colocado sal na soleira da porta e ao redor da cama onde ela dormia. Isso foi feito por seis dias e seis noites, e então a menina levantou de repente e pediu comida. Eles deram algo para ela comer, mas não fizeram perguntas, apenas a observaram para que não saísse de casa. Ela então fixou seus olhos firmemente neles e disse: --

“Por que me trouxeram de volta? Eu estava tão feliz. Eu estava em um belo palácio onde adoráveis damas e joven príncipes estavam dançando para a mais doce das músicas; eles me fizeram dançar com eles e atiraram sobre mim um manto do rico ouro, mas agora tudo se foi, vocês me trouxeram de volta e eu nunca, nunca mais verei o belo palácio.”

A sua mãe então chorou e disse: --

“Ó criança, fique comigo, pois não tenho outra filha e se as fadas te tirarem de mim eu morrerei.”

Quando a menina escutou isso, ela caiu no pescoço da mãe e a beijou, prometendo que nunca mais se aproximaria de um rath de fadas de novo enquanto ela vivesse, pois o médico das fadas lhe disse que se ela alguma vez deitasse lá novamente e dormisse, ela nunca mais voltaria viva para casa. 

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