domingo, 19 de março de 2017

Alguns locais conectados com Cailleach

Agradeço à Annie Loughlinn, do blog Tairis Tales, que teve a gentileza de compartilhar esse texto conosco de parte do livro de K. W. Grant, citado na fonte abaixo.

Fonte: GRANT, K. W. “Myth, Tradition and Story from Western Argyll”, 1925, p7-8. Disponível em: <https://heelancoo.wordpress.com/2012/01/29/some-scottish-places-associated-with-the-cailleach/>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2017.

Alguns locais conectados com Cailleach

                Suas moradas são muitas. No lado ocidental da Ilha de Shuna, em Loch Linnhe, a escadaria de Cailleach Bheur pode ser vista entre as rochas negras. Os degraus são de rocha negra, com uma estreita faixa de quartzo branco nas bordas de cada lado dos degraus. O final oposto da escadaria está em Kingairloch. A Cailleach não cruzaria uma praia à outra através de um túnel subaquático.

                Existem três colinas acima de Strath de Appin, de onde as “rimas devem ser gritadas”, em conexão com o Latha na Caillich, em comemoração de sua derrota. Elas são: o pico da colina de Portnacrois, a Ben Donn, acima de Glenstockdale, e o alto pico ao leste desta montanha, ao olhar para baixo de Glean-na-h-Oighle.


                As rochas das Cataratas de Connel são as “Clacharan” – pedras de passagem – de Cailleach Bheur, pelas quais as suas cabras cruzavam o Lago Etive.

                Em “Acha-nam-bà” – Cowfield – em Benderloch, estão as Cubas de Queijo de Cailleach Bheur. Elas são cavidades circulares e gramadas com um fundo plano. Uma é muito maior que a outra. O fundo da maior é arado e semeado com aveia. Ela é tão profunda que as árvores que crescem nos lados parecem matagais podados acima do aro da cuba.

                Nas margens do Lago Etive, em Ben Duirinish, há um lugar chamado “Cruidhean” - Cascos (do Cavalo). A Cailleach, ao ser calorosamente perseguida pelos seus inimigos, incitou seu corcel a saltar de Ben Cruachan para lá. Na aterrissagem, a perna dianteira do cavalo deixou uma marca na rocha que pode ser vista até hoje. Daí o nome do lugar.

                A “Creag-na-Cailleach” – a Rocha da Velha Senhora – está no Lago Etive. Lá ela sentou e foi “transformada em pedra” na Passagem de Brander (Pass of Brander), mas a história conectada com essa transformação em pedra pertence ao mito de outono que será contado separadamente.

                As ruínas de seu palácio são encontradas em Tiree. Elas ficam no “Loch-a-phuil” – Lago de Lama – e são chamadas de “Totacha Cailleach a Bheur” – as Paredes Descobertas da Velha Senhora Bheur.

                Em Ross de Mul, ao sudoeste, há imensas massas de granito vermelho. Ela é chamada de Tota Cailleach a Beur, cujas palavras têm o mesmo significado que as de Tiree. Estas rochas estão de frente aos pastos favoritos das manadas de veados de Cailleach, que vagam na parte tempestuosa do oceano Atlântico, entre as Rochas Torrin – “Na Torinne” – e o farol de Dhuheartach.

                Em Ben Hynish, Tiree, há um abismo rochoso chamado “Leum-an-eich” – O Salto do Cavalo. Sobre ele, o filho de Cailleach Bheur fugiu nas costas de um cavalo com sua noiva. A Cailleach o perseguiu, e ao saltar pelo abismo, a perna dianteira de seu corcel, ao aterrissar no lado oposto da fenda, tirou um pedaço da rocha com o choque, e por isso, a fenda é conhecida por esse nome até os dias de hoje.

                O lugar onde a Cailleach levava as ovelhas e as cabras para ordenhar – Buaile nan drògh – é uma caverna na Ponta de Cailleach, o mais tempestuoso dos promontórios da costa de Mull. Lá ela se senta entre as rochas, sempre observando o mar. Quando ela espirra, seu espirro pode ser ouvido da Ilha de Coll.

                O balde onde Cailleach pisa em suas mantas é o redemoinho de “Coire-bhreacain” (as mulheres escocesas lavam suas mantas pisando nelas). Coire Bhrecain pode ser traduzido como Caldeirão de Breacan ou Caldeirão do Plaid.1 Antes da lavagem, o rugido de uma tempestade iminente é ouvido pelo povo na costa há vinte milhas de distância, e durante um período de três dias antes do caldeirão ferver. Quando a lavagem termina, o plaid da velha Escócia fica branco como a neve.

                Todos esses refúgios de Cailleach mencionados acima estão em Argyllshire, na Terra de Lorn, e nos distritos vizinhos, mas ela é conhecida por toda a Escócia. As enormes pedras verticais em Craignaddy Moor, entre Milngavie e Glasgow, são chamadas de “Os Levantamentos da Velha Senhora.”

                No lado acidentado de Shiehallion, nas Terras Altas de Perthshire, está a “Sgrìob na Caillich” – o Sulco da Velha Senhora – onde ela desenterrou imensas massas de pedras soltas quando estava arando.

                As ruínas de seu palácio são encontradas na Floresta de Mar, em Aberdeenshire. Quando ela se sentou para descansar em Ross-shire, seu cabaz se soltou e o conteúdo caiu formando Ben Vaichard.

                A “Bogha na Cailleach” – “bogha”, uma rocha abaixo da maré – é a rocha submersa mais perigosa da costa da ilha de Inverness-shire. De fato, há poucos distritos no sul de Orkney e ao longo do Oeste da Escócia, mais especificamente, que a Cailleach não é lembrada através de topônimos.  

Notas de tradução

1. Plaid. Tecido xadrez típico da Escócia.            

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