quarta-feira, 27 de julho de 2016

O culto às árvores e plantas

Notas preliminares: Essa é a tradução do capítulo de um livro cujo link se encontra no final do texto. Apesar de ser um autor confiável e recomendado, nem sempre as conclusões e ideias de J. A. MacCulloch, o autor desse livro, podem ser confiáveis ou tomadas como verdades. Como toda ideia ou conclusão, está passível a vários erros de interpretação e tradução das fontes originais, assim como com a comparação com outras religiões europeias que, mesmo que possam ter alguma semelhança aqui ou ali, não quer dizer que sejam as mesmas tradições, e de fato, muitos costumes e crenças que são comuns em outras religiões europeias não encontramos entre os celtas. Sendo assim, solicito cautela com a leitura e uma análise crítica nas observações do autor, pois apesar de seu trabalho estar muito bem referenciado (as fontes citadas normalmente tendem a ser seguras), suas conclusões não podem ser a mais correta. Boa leitura.  

Capítulo XIII
O culto às árvores e plantas

            Os celtas tinham seu próprio culto às arvores, mas também adotaram outros cultos locais, como o culto liguriano, o ibérico e outros. A fagus deus (faia divina), a sex arbor ou sex arbores das inscrições dos pirineus, e um deus anônimo representado por uma conífera em um altar na Toulouse, provavelmente apontam para um culto local às árvores dos liguriano continuado pelos celtas nos tempos romanos.1 As florestas também eram personificadas ou governadas por uma única deusa, como Dea Arduinna das Ardenas ou Dea Abnoba da Floresta Negra na Alemanha.2 Ideias mais primitivas permaneceram, como aquelas que atribuíam toda uma classe de divindades arbóreas à uma floresta, como por exemplo, as Fatae Dervones, os espíritos dos bosques de carvalho no norte da Itália.3 Os grupos de árvores, como as sex arbores, eram venerados talvez devido ao seu tamanho, isolamento ou alguma outra peculiaridade.


            Os celtas tinham seus locais sagrados em bosques sombrios e penduravam oferendas ou cabeças de vítimas nas árvores. Os sacrifícios humanos eram pendurados ou empalados nas árvores, como pelos guerreiros de Boadicéia4, por exemplo. Estas ofertas, assim como as oferendas ainda colocadas pelo povo nas árvores sagradas, eram atadas a elas pelo fato das árvores serem a morada dos espíritos ou divindades, que em muitos casos, tinham o poder sobre a vegetação.

            Plínio disse sobre os celtas: “Eles não consideram nada mais sagrado que o visco e a árvore na qual ele cresce. Mas, além disso, eles escolhem os bosques de carvalho para serem seus bosques sagrados, e não realizam um rito sagrado sem usar os ramos de carvalho.”5 Máximo de Tiro também fala de um ídolo céltico (ou alemão?) de Zeus como um imponente carvalho, e um antigo glossário irlandês coloca que daur, “carvalho”, era a antiga palavra irlandesa para “deus”, e o glosa como dia, “deus.”6 O sagrado fogo aceso através da fricção pode ter sido obtido através da fricção de galhos de carvalho, e é por causa dessa antiga sacralidade do carvalho que um pedaço de sua madeira ainda é usado como um talismã na Grã-Bretanha.7 Outros povos arianos além dos celtas também consideravam o carvalho como um símbolo de um deus imponente, do sol ou do céu,8 mas provavelmente este não era o seu significado antigo. As florestas de carvalho da Europa eram mais extensas do que são hoje, e a antiga tradição que dizia que os homens já viveram de bolotas tem se mostrado bem fundada devido aos achados arqueológicos, como no norte da Itália, por exemplo.9 Um povo que vivia em uma região de carvalhos e subsistiam de bolotas poderia facilmente ver o carvalho como uma representação do espírito da vegetação e do crescimento vegetal. O carvalho era longevo, sua folhagem oferecia proteção, fornecia comida, sua madeira era usada como combustível, e assim, claramente era amigável aos homens. Por essas razões e pelo fato dele ser a coisa mais permanente e viva que os homens conheciam, o carvalho se tornou a personificação dos espíritos da vida e do crescimento vegetal. Os resquícios do folclore nos mostram que o espírito da vegetação, na forma de seu representante, era anualmente morto, enquanto estivesse em pleno vigor, para que sua vida pudesse beneficiar todas as coisas e passasse para seu sucessor, sem a redução do seu poder.10 Consequentemente, o carvalho ou um humano representando o espírito da vegetação, ou ambos juntos, eram queimados nas fogueiras do solstício de verão. Como então o carvalho passou a simbolizar um deus equiparado com Zeus? Apesar de a ligação poder ser inútil, é possível que tal conexão esteja no fato de que Zeus e Júpiter tinham funções agrícolas, ou que, quando a ligação foi feita, o antigo espírito da vegetação se tornou uma divindade com funções semelhantes à de Zeus. As fogueiras eram acesas para chamar o vigor do sol; elas eram alimentadas com madeira de carvalho e nelas um carvalho ou uma vítima humana representando o espírito personificado no carvalho era queimado. Portanto, pode-se ter pensado que o sol era fortalecido pelo fogo que residia no sagrado carvalho; ele era, então, “o armazém ou reservatório de fogo que era tirado de tempos em tempos para fortalecer o sol.”11 Dessa forma, o carvalho se tornou o símbolo de um deus brilhante também conectado com o crescimento vegetal, mas, ao julgar pelos resquícios do folclore, a mais antiga concepção ainda permanece potente, e a árvore ou a vítima humana afetava de forma positiva todo o crescimento vegetal assim como a vida do homem, da mesma forma que o fogo fortalecia o sol.

            O Dr. Evans argumenta que “o objeto sagrado original que ficava no centro dos trilithons do Stonehenge era uma árvore sagrada,” um carvalho, o ídolo do Zeus céltico. A árvore e as pedras, uma vez associadas com o culto ancestral, se tornaram os símbolos de “um Espírito ou Espíritos mais celestiais do que aqueles dos seres humanos que já partiram.”12 O Stonehenge já se provou ser de uma existência anterior à chegada dos celtas, portanto, tal culto pode ser de origem pré-céltica, embora possa muito bem ter sido adotado pelos celtas. Se esse culto hipotético foi praticado por uma tribo, por um grupo de tribos ou por todo um povo, o fato permanece o obscuro, e na verdade, pode muito bem ser questionado se o Stonehenge já foi mais que o cenário de alguns ritos ancestrais.

            Outras árvores – o teixo, o cipreste, o amieiro e o freixo – eram venerados, a julgar pelo que Lucano relata sobre o bosque sagrado em Marselha. Os druidas irlandeses atribuíram virtudes especiais à aveleira, à sorveira e ao teixo, cujas madeiras eram usadas em cerimônias mágicas descritas nos textos irlandeses.13 Fogueiras de sorveira eram acesas pelos druidas das tropas rivais e encantamentos eram ditos sobre elas para desconcertar a tropa oposta,14 e ainda acredita-se que a madeira de todas essas árvores é eficaz contra bruxas e fadas.

            A bile irlandesa era uma árvore sagrada, de grande idade, que crescia sobre um poço sagrado ou sobre um forte. Cinco delas são descritas nos dindshenchas, e uma era um carvalho que não produzia apenas bolotas, mas também avelãs e maçãs.15 As árvores míticas do Elísio também tinham a mesma frutificação variada, e o motivo em ambos os casos seja talvez o fato de que quando a maçã cultivada tomou o lugar das bolotas e avelãs como alimento básico, as palavras significando “avelã” ou “bolota” foram transferidas para “maçã”. Um mito de árvores que davam todas essas frutas poderia então facilmente surgir daí. Outra bile irlandesa era um teixo descrito em um poema como “um firme e forte deus,” enquanto que frases nesse poema como “um homem de palavra pura,” “julgamento de origem,” “feitiço do conhecimento”, possa ter alguma referência ao costume de escrever divinações em ogham em varas de teixo. A outra bile eram freixos, e a partir de uma delas os Fir Bile, “os homens das árvores”, foram nomeados – talvez um clã-totem.16 A vida de reis e chefes parecem estar conectadas com essas árvores, provavelmente como representantes do espírito da vegetação personificados na árvore, e sob sua sombra, seus reinados se inauguravam, mas quanto ao substituto do rei para ser morto, sem dúvida essas notáveis árvores santas eram muito sagradas, muito carregadas de força sobrenatural para serem cortadas ou queimadas, e assim, o rito anual seria feito com outra árvore. Em épocas de guerras, uma tribo regozijava-se ao destruir a bile de outra, e mesmo no século X, quando a bile maighe Adair foi destruída por Maeloeohlen, o ato foi visto como algo horrível. “Mas, ó leitor, esse ato não passou impune.”17 De outra bile, a de Borrisokane, diz-se que qualquer casa na qual um fragmento dela fosse queimado, a casa em si seria destruída pelo fogo.18

            Nomes tribais e de pessoas apontam à crença na descendência de deuses-árvores ou espíritos, e talvez, ao totemismo. Os eburões eram a tribo do teixo (eburos); os bitúriges talvez tivessem o visco como seu símbolo, e seu sobrenome “Vivisci” implica que eles eram chamados de “homens do visco.”19 Se bile (árvore) é conectada com o nome Bile, o ancestral dos milesianos, o fato pode apontar a algum mito de descendência de uma árvore sagrada, como no caso dos Fir Bile, ou “homens da árvore.”20 Outros nomes como Guidgen (Viduo-genos, “filho da árvore”), Dergen (Dervo-genos, “filho do carvalho”), Guerngen (Verno-genos, “filho do amieiro”), implica uma filiação à árvore. Apesar de esses nomes terem se tornados convencionais, eles expressam o que pode ter sido no passado uma crença viva. Nomes pegos diretamente das árvores também eram encontrados – Eburos ou Ebur, “teixo”, Derua ou Deruacus, “carvalho”, e etc.

            A veneração das árvores que cresciam ao lado de montes funerários ou monumentos megalíticos foi provavelmente um culto pré-céltico continuado pelos celtas. A árvore personificava o fantasma de uma pessoa enterrada debaixo dela, mas tal fantasma, então, poderia ser dificilmente diferenciado de um espírito arbóreo ou de uma divindade. Mesmo hoje em dia nos distritos célticos, ainda existe uma extrema veneração das árvores que crescem em cemitérios e em outros lugares. É perigoso cortá-las ou pegar uma folha ou um galho delas, enquanto que nos adros bretões, acredita-se que o teixo espalha uma raiz na boca de cada corpo.21 A história do túmulo de Cyperissa, a filha de um rei céltico na região do Danúbio, sobre a qual nasceu o “fúnebre cipestre,”22 é conectado com as lendas universais de árvores que cresceram nos túmulos de amantes até seus ramos se entrelaçarem. Esses contos encarnam a crença de que o espírito do morto reside na árvore, que com toda probabilidade, foi o objeto de um culto. Exemplos dessas lendas ocorrem nas histórias célticas. As estacas de teixo colocados nos corpos de Naisi e Deirdre para mantê-los separados, se tornaram árvores de teixo cujas copas se abraçavam sobre a Catedral de Armagh. Um teixo nasceu sobre o túmulo de Báile mac Buain, e uma macieira sobre o túmulo de sua amante Aillinn, e a copa de cada árvore tinha a forma de seus rostos.23 A identificação de árvores e fantasmas aqui se torna completa.

            O sabugueiro, a sorveira e o espinheiro ainda são plantados em volta das casas para manter as bruxas afastadas, ou, galhos de sorveira são colocados sobre as portas – um resquício da época quando se acreditava que essa árvore abrigava um espírito benigno hostil às influências malignas. Na Irlanda e na Ilha de Man, acredita-se que o espinheiro é o refúgio das fadas, e elas, Eke – as fadas dos bosques ou “homens dos bosques” – são provavelmente os representantes dos antigos espíritos das árvores e deuses dos bosques e florestas.24

            O culto às árvores estava enraizado no mais antigo culto à natureza, e a Igreja teve uma extrema dificuldade em suprimi-lo. Os conselhos cristãos protestaram veementemente contra o culto das árvores, contra as oferendas a elas ou contra a colocação de luzes diante delas e diante de poços ou pedras, e contra a crença de que certas árvores eram muito sagradas para serem cortadas ou queimadas. Pesadas punições eram aplicadas contra aqueles que praticavam esses ritos, ainda que alguns eram praticados.25 Amador, o bispo de Auxerre, tentou parar o culto de uma grande pereira que ficava no centro da cidade e na qual os habitantes semi-cristãos penduravam com muita obscenidade as cabeças de animais. Finalmente, São Germano a destruiu, mas correu risco de vida. São Martinho de Tours foi permitido destruir um templo, mas o povo não o deixou atacar um pinheiro muitíssimo venerado que ficava ao lado dele – um excelente exemplo da forma na qual o paganismo mais oficial caiu diante do cristianismo, enquanto que a religião da terra mais antiga, da qual o paganismo oficial surgiu, continuou não sendo erradicada inteiramente.26 A Igreja frequentemente executava um compromisso. As imagens dos deuses afixadas nas árvores eram substituídas por imagens da Virgem, mas com resultados curiosos. Lendas surgiram contando como os fiéis foram conduzidos para essas árvores e lá encontraram a imagem de Madona miraculosamente colocada entre os galhos.27 Esses são contos análogos às lendas da descoberta de imagens da Virgem na terra, tais imagens sendo na verdade à das Matres.

            Representações de árvores sagradas são ocasionalmente encontradas em moedas, altares e ex votos.28 Se a interpretação que vê uma representação de parte da lenda de Cúchulainn nos altares de Paris e Trèves estiver correta, as árvores representadas lá não seriam necessariamente sagradas. Mas caso contrário, elas poderiam retratar árvores sagradas.

            Vamos nos voltar agora ao relato de Plínio sobre o rito do visco. Os druidas não consideravam nada mais sagrado que o visco e a árvore na qual crescia, provavelmente o carvalho. Seus bosques eram compostos de carvalho, enquanto os galhos dessa árvore eram usados em todos os ritos religiosos. Tudo o que crescia no carvalho era enviado do céu, e a presença do visco mostrava que Deus tinha selecionado essa árvore para um favor especial. Raro como era, ao ser encontrado, o visco era objeto de um cuidadoso ritual. No sexto dia da lua, ele era colhido. As preparações para o sacrifício e a festa eram feitos debaixo da árvore, e dois touros brancos cujos chifres nunca tinham sido amarrados eram levados até lá. Um druida, vestido em branco, subia na árvore e cortava o visco com uma foice dourada. Ao cair, o visco era pego com um pano branco; os touros eram então sacrificados e uma oração era feita para que Deus tornasse seu presente próspero para aqueles a quem Ele tinha concedido. O visco era chamado de “curandeiro universal,” e uma poção feita com ele fazia com que animais estéreis se tornassem férteis. Ele também era um remédio contra todos os venenos.29 Dificilmente podemos acreditar que tal elaborado ritual era conduzido apenas para um uso medicinal e mágico do visco. Possivelmente, é claro, o rito era um resquício atenuado de algo que uma vez já tinha sido importante, mas o mais provável é que Plínio tenha dado apenas alguns detalhes pitorescos e tenha deixado de lado a base lógica do ritual. Ele não nos fala a que “Deus” ele se refere, talvez o deus-sol ou o deus da vegetação. Quanto ao “presente”, provavelmente seja o visco, mas também pode ter sido muito bem o presente do crescimento vegetal nos campos. A árvore era talvez cortada e queimada; os touros podem ter sido encarnações de um deus da vegetação, como a árvore também possa ter sido. Não precisamos repetir aqui o significado que foi dado ao ritual,30 mas podemos adicionar que, se o significado for correto, o rito provavelmente acontecia na época do solstício de verão, um festival de crescimento e fertilidade. O visco ainda é colhido na véspera do solstício de verão e é usado como um antídoto para venenos ou para a cura de feridas. Seu nome druídico ainda é preservado na língua céltica em palavras que significa “todo-curandeiro”, enquanto também é chamado de sùgh an daraich, “seiva do carvalho” e druidh lus, “erva dos druidas”.31

            Plínio também descreve outras bondosas ervas célticas. O selago era colhido sem o uso do ferro após um sacrifício de pão e vinho – provavelmente ao espírito da planta. A pessoa que o colhia vestia uma túnica branca e ia até ele descalço, após lavar os pés. De acordo com os druidas, o selago protegia uma pessoa de acidentes, e sua fumaça, quando queimada, curava as doenças do olho.32 O samolus era colocado na bebida da tina, como um remédio contra a doença do gado. Ele era colhido por uma pessoa em jejum, com a mão esquerda; devia ser desenraizado completamente, e a pessoa que o colheu não poderia olhar para trás.33 A verbena era colhida ao nascer do sol após um sacrifício para a terra como uma expiação – talvez pelo fato de sua superfície estar prestes a ser perturbada. Quando era esfregada no corpo, todos os desejos eram concedidos; a verbena acabava com as febres e outras doenças, era um antídoto contra veneno de serpentes e conciliava corações. Um ramo da erva seca era usada para aspergir um salão de banquetes, para tornar os convidados mais alegres.34

            O ritual usado na colheita dessas plantas – silêncio, vários tabus, pureza ritual e sacrifício – é encontrado onde quer que essas plantas sejam colhidas, cujas virtudes estão nelas como se estivessem possuídas por um espírito. Outras plantas ainda são usadas como encantamentos pelos modernos camponeses célticos, e em alguns casos, o ritual de colheita nos faz lembrar daqueles descritos por Plínio.35 Nas sagas irlandesas, as plantas também tem poderes mágicos. As “ervas fadas” colocadas em uma banheira restaurava a beleza da mulher que se banhava nela.36 Durante o Táin, as feridas de Cúchulainn foram curadas com “bálsamos e ervas de cura com a potência das fadas”, e Diancecht usou ervas similares para ressuscitar os mortos na batalha de Mag-tured.37 



Notas de rodapé

1. Sacaze, Inscr. des Pyren, 255 Hirschfeld, Sitzungsberichte (Berlin, 1896), 448.
2. CIL vi. 46; CIR 1754, 1683.
3. D’Arbois, Les Celtes, 52.
4. Lucano, Phar. Usener’s ed., 32; Orósio, v. 16. 6; Dião Cássio. Lxii. 6.
5. Plínio, xvi. 44. O comentador sobre Lucano dizia que os druidas adivinhavam com bolotas (Usener, 33).
6. Máximo de Tiro. Diss. Viii. 8; Stokes, RC i. 269.
7. Le Braz, ii. 18.
8. O Sr. Chadwick (Jour. Anth. Inst. xxx. 26) conecta esse grande deus com o trovão, e considera o Zeus céltico (Taranis, em sua opinião) como um deus do trovão. O carvalho é associado com esse deus pois seus adoradores viviam sob carvalhos.
9. Helbig, Die Italiker in der Poebene, 16 f.
10. Mannhardt, Baumkultus; Frazer, Golden Bough, 2iii. 198.
11. Frazer, loc. cit.
12. Evans, Arch, Rev. i. 327 f.
13. Joyce, SH i. 236.
14. O’Curry, MC i. 213.
15. LL 199b; Rennes Dindsenchas, RC xv. 420.
16. RC xv. 455, xvi. 279; Hennessey, Chron. Scot. 76.
17. Keating, 556; Joyce, PN i. 499.
18. Wood-Martin, ii. 159.
19. D’Arbois, Les Celtes, 51; Jullian, 41.
20. Cook, Folk-Lore, xvii. 60.
21. Ver Sébillot, i. 293; Le Braz, i. 259; Folk-Lore Journal, v. 218; Folk-Lore Record, 1882.
22. Val. Probus, Comm. in Georgica, ii. 84.
23. Miss Hull, 52; O’Curry, MS. Mat. 465. Tabletes de escrita, feita com cada uma das árvores quando eram cortadas, surgiram juntas e não podiam ser separadas.
24. Stat. Account, iii. 27; Moore, 151; Sébillot, i. 262, 270.
25. Dom Martin, i. 124; Vita S. Eligii, ii. 16.
26. Acta Sanct. (Bolland.), Julho 31; Sulp. Sever. Vita S. Mart. 457.
27. Grimm, Teut. Myth. 76; Maury, 13, 299. A história de belas mulheres encontradas em árvores pode estar conectada ao costume de colocar ídolos nas árvores, ou com a crença de que uma deusa pode ser vista saindo da árvore na qual ela habita.
28. De la Tour, Atlas des Monnaies Gaul, 260, 286; Reinach, Catal. Sommaire, 29.
29. Plínio, HN xvi. 44.
30. Ver p. 182, supra.
31. Ver Cameron, Gaelic Names of Plants, 45. In Gregoire de Rostren, Dict, François-celt. 1732, o visco é traduzido como dour-dero, “água de carvalho”, e diz-se ser bom para diversas doenças.
32. Plínio, xxiv. 11.
33. Ibid.
34. Ibid. xxv. 9.
35. Ver Carmichael, Carmina Gadelica; De Nore, Costumes... des Provinces de France, 150 f.; Sauvé, RC vi. 67, CM ix. 331.
36. O’Grady, ii. 126.
37. Miss Hull, 172; ver p. 77, supra.


Fonte: MACCULLOCH, J. A. “The Religion of the Ancient Celts”. 1911. Disponível em: <http://www.sacred-texts.com/neu/celt/rac/rac16.htm>. Acesso em: 27 jul 2016. 

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