sábado, 18 de abril de 2015

As aventuras de Leithin

As aventuras de Leithin

 Houve uma época na Irlanda que existia um nobre e distinto santo patrono cujo nome era Ciaran de Cluan. Uma boa fé ele tinha no poderoso Senhor.

 Um dia, Ciaran fez com que seus clérigos procurassem sapé para sua igreja, no sábado de toda semana, e os mais mandados eram Sailmin filho de Beogan e Maolán filho de Naoi, pois os dois eram homens submissos a Deus, na medida em que sua máxima diligência ia, e muitos milagres eram feitos por Maolán, conforme Ciaran disse na estrofe:

“Maolán filho de Naoi, o clérigo,
Sua mão direita existe para nossa bênção,
Se o filho de Naoi desejar
Fazer milagres como todo santo, ele pode.”

 Além disso, Sailmín filho de Beogan, que por sua sabedoria, piedade e religião, Ciaran também disse na estrofe:

“Sailmín, melodioso filho de Beogan,
Uma fé divina e firme,
Seu corpo não está maculado,
Sua alma é um anjo.”

 Ele era o sétimo filho dos filhos de Beogan de Burren, e aqueles homens eram os sete salmistas de Ciaran, de forma que foi devido a eles que a “Cruz dos Jovens” no Rio Shannon e a outra “Cruz dos Jovens” na estrada alta de Clonmacnoise são assim chamadas. 

 De qualquer forma, os clérigos seguiram ao lado do Rio Shannon até chegarem a Cluain Dóimh. Lá eles cortaram os juncos verdes de flores brancas até encherem seu pequeno curragh. Assim, antes de terminarem, escutaram o som de sinos dos clérigos no entardecer do domingo, e então disseram que não deixariam o lugar até o dia nascer na segunda-feira, e disseram a seguinte balada: 

“O som de um sino escuto em Cluan
Na noite de domingo, nos derrotando,
Não partirei uma vez que o som foi escutado
Até a segunda-feira, após o domingo.

Deus moldou o Céu no domingo,
Naquele dia o Rei dos apóstolos nasceu,
No domingo nasceu Maria,
Mãe do Rei da Misericórdia.

No domingo, eu digo,
Nasceu o vitorioso João Batista.
Pela mão de Deus no rio no Leste
Batizado ele foi no domingo.

No domingo, além disso, é verdade,
O Filho de Deus tirou o cativeiro do inferno,
No domingo após a batalha
Deus dará o Julgamento do último dia.

No domingo à noite, nós a achamos melodiosa,
A voz do clérigo escuto,
O som de um sino eu escuto
Em Drum Diobraid acima do lago.

O som do sino eu escuto
Levando-me para descansar
O som do sino eu escuto
Me levando até Cluan.

Por tua mão, oh jovem, aqui,
E pelo Rei que lhe criou,
Meu coração os acha deliciosos
O sino e a voz.”

 Contudo, os clérigos permaneceram onde estavam aquela noite pelo amor que tinham ao Rei do domingo. Então, aconteceu uma geada e uma prolongada nevasca com um austero frio, e levantou-se contra eles o mau tempo e uma grande chuva, surgiram vento e tempestade nos elementos para prejudica-los e machuca-los, sendo uma miséria para todos aqueles que foram fadados a serem colocados em uma forma corpórea e aquela noite estarem sem a comodidade de um abrigo ou um alpendre, de uma cama ou de uma fogueira. Certamente, se não fosse pela misericórdia de Deus os protegendo, nenhum deles acreditou que estaria vivo na manhã seguinte, com toda a opressão e medo da grande tempestade daquele clima selvagem que eles vivenciaram, de modo que eles não se lembraram de seus atos de piedade ou de cantar ou dizer uma oração, nem podiam dormir ou descansar, pois seus sensos estavam voltados para a loucura devido à nunca terem visto uma tempestade igual ou parecida com aquela, assim como o mau tempo daquela noite – pelo veneno de seu frio e, além disso, a amargura da manhã que se seguiu. Como os clérigos estavam no local na manhã do dia seguinte, escutaram um gentil, baixa, lamentável e abatida conversa de dor acima de suas cabeças em uma alta e extensa falésia. O significado foi-lhes revelado através da virtude de sua santidade, e apesar de terem sofrido muito mal e inquietação, prestaram atenção à conversa e observaram.

 Na conversa estavam uma águia que era chamada de Léithin e um pássaro de seu ninho dialogando com ela, penosamente queixando-se do frio que estava sentindo, lamentosamente, tristemente e dolorosamente; e então disse o pássaro para a águia:

 “Léithin,” disse ele, “você se lembra de algo como essa manhã ou como a noite passada que venha a seu conhecimento?”

 “Não me lembro,” disse Léithin, “de escutar ou ver nada igual a isso desde que o mundo foi criado; e você, já ouviu falar de tal tempo?” disse a águia para o pássaro.

 “Há seres que se lembram,” disse o pássaro.

 “Quem são eles?” perguntou a águia.

 “Dubhchosach (isto é, aquele de pata negra) de Binn Gulban, o grande veado do dilúvio que está em Binn Gulban; ele é o herói das mais antigas memórias de todos aqueles de sua geração na Irlanda.”
 “Seu pecado está em você, e a recompensa de seu pecado. Certamente você não sabe disso, mas apesar desse veado estar longe de mim eu irei encontra-lo para ver se consigo adquirir qualquer conhecimento dele!” 

 Com isso, Léithin partiu ligeiramente, ainda que mal pudesse ser capaz de voar alto com a força do mau tempo, e também não podia ir mais baixo com o frio do [...] e com a grande abundância de água, e apesar de ser difícil para ela, progrediu ligeiramente e voando baixo, e nenhum ser vivo pode revelar ou conhecer tudo de ruim e a miséria que ela encontrou indo para Bem Gulbain procurando pelo Pata Negra. Ela encontrou o veado de cabeça pequena e patas velozes coçando-se contra um toco de carvalho. Léithin pousou em uma parte do toco ao lado dele. O veado disse quem ele era e Léithin disse a seguinte balada:


“Bom para você, oh Pata Negra,
Na alta Bem Gulbain,
Por muitas charnecas e pântanos
Você ligeiramente salta.

Cães não mais caçarão você
Desde a queda dos fenianos,
Alimenta-se agora imperturbável
De vale em vale.

Conte-me, veado de cabeça alta,
Alguma vez você já viu
Tal noite e manhã
Você lembra-se de tudo.”

 O veado responde:


“Eu darei sua resposta,
Léithin, sábia e cinza,
Tal noite e manhã
Nunca esteve em meu caminho.”

 “Conte-me, Pata Negra,” disse Léithin, “qual é a sua idade?”

 “Vou lhe contar,” disse o Pata Negra. “Eu me lembro desse carvalho quando era apenas um pequeno carvalho, eu nasci no mesmo ano aos pés do carvalho que estava aqui, fui criado sobre essa cama de musgo a seus pés até eu ser um poderoso e grande veado; sempre amei essa casa, onde fui criado. E o carvalho cresceu após isso até se transformar em um carvalho gigante, e eu costumava vir aqui constantemente me coçar contra ele todas as noites após minhas idas e vindas durante o dia, e eu costumava sempre permanecer ao seu lado dessa forma até a manhã seguinte, nem viajem nem caçada costumavam me afetar até eu alcançar essa mesma árvore, de forma que crescemos juntos – eu e a árvore – até eu me tornar um poderoso e grande veado e essa árvore se tornar um toco murcho e nu como você vê, de forma que ela é agora apenas uma grande e arruinada maosgán – deteriorada árvore, flor, fruta ou folhagem  – seu período de vida já passou. Ainda que um longo período de vida tenha passado por mim, nunca vi ou ouvi falar em todo esse tempo de algo como a noite passada.”

 Léithin partiu para voltar até seus pássaros depois disso, e ao chegar em casa, o segundo pássaro falou com ela: “Você encontrou aquilo que foi procurar?”

 “Não,” disse Léithin que começou a culpar o pássaro por todo o frio e dificuldades que tinha passado, mas por último disse, “Novamente, quem você acredita que pode obter esse conhecimento para mim?” disse Léithin. 

 “Eu sei quem,” disse o pássaro, “Dubhgoire (isto é, o negro que chama) de Clonfert de Berchán.”

 “Bom, então irei até ele.”

 E apesar de que fosse muito longe, ela prosseguiu até chegar a Clonfert de São Berchán, e ficou observando os pássaros até terem terminado de se alimentar e voltarem para casa, quando Léithin viu aproximando-se dela um esplêndido pássaro, com uma bela cabeça e um olhar vitorioso, do tamanho de um melro, mas com o brilho de um cisne, e assim que chegou perto, Léithin perguntou se era Dubhgoire.

 O pássaro disse que sim.

 Foi maravilhoso para Léithin quando o pássaro disse que sim, pois o melro era branco, e Léithin disse então a seguinte balada.


“Como é isso, oh Dubhgoire, doce é seu gorjeio, frequentemente retribui seus cantos por toda a floresta de folhas azuis.
De Clonfert dos rios brilhantes procurastes a planície ampla de Liffey e, da planície de Liffey vindo do leste até Kildare atrás dela.
De lá você seguiu para seu ninho, na Cull que Brigit abençoou, curto para ti é saltar cada cerca até chegar à cidade que Berchán costuma ficar.
Oh Dubhgoire, conte-me – e conte toda a sua vida – se algo como a manhã de ontem já aconteceu com você, oh Dubhgoire?”
 Dubhgoire responde:

 “Para mim, minha vida inteira foi de trezentos anos antes de Berchán, o tempo de vida de Berchán eu passei adicionado a estes, eu passei por uma duradoura felicidade.

 Uma vez, Lughaidh das lâminas estava comigo, por um tempo na soberania de toda a Irlanda, eu me lembro de bastante, ainda que nunca vivenciei na terra ou no mar tal clima que Léithin menciona em sua balada.”

 “Bom então, meu recado para você,” disse Léithin, “é perguntar se você já passou ou se lembra de ter visto ou escutado algo como tal manhã de ontem pela sua maldade.”

 “Não me lembro de ter visto alguma vez tal coisa,” disse Dubhgoire, “ou nada igual a isso.”

 Léithin estava triste e infeliz, pois seu conhecimento não era maior que isso, e seguiu seu caminho até chegar a seu ninho com os pássaros.

 “Que novidades você nos conta hoje?” disse o pássaro.

 “Que você nunca tenha sorte ou fortuna,” disse Léithin. “Não tenho novidades, estou como quando estava partindo, exceto pela minha fraqueza de todas as jornadas e viagens que você me fez fazer, sem que eu pudesse obter grande ou pequena vantagem ou lucro.” E com isso, ela deu uma ávida e venenosa bicada no pássaro, como se a fizesse como sua presa e a machucou, pelo aborrecimento de todo o mal e miséria que ela vivenciou indo para Kildare, e com isso, o pássaro gritou bem alto, piedosamente e miseravelmente.

 Depois de um tempo, Léithin disse, “É uma pena e uma dor para mim se ninguém na Irlanda sabe se alguma vez já teve uma noite pior que essa noite, e eu não sei.”

 “Bem, então na verdade, tem alguém que sabe,” disse o pássaro, “Goll de Easruadh (isto é, o Cego de Assaroe), e seu outro nome é Eigne de Ath-Seannaigh (isto é, o salmão de Ballyshannon), e é certo de que ele sabe algo sobre isso, se existir alguém no mundo que saiba.”

 “É difícil para eu poder ir até o lugar que você me diz,” disse Léithin, “ainda que eu quisesse muito ter o conhecimento sobre tal coisa.”

 De qualquer maneira, ela foi, e não parou até chegar à Assaroe de Mac Modhairn, e começou a observar e examinar Assaroe até ver o salmão se alimentando no lago, ela o saudou e disse, “Essa é uma vida agradável, oh Goll; não é para mim como é para ti, pois nossas aflições não são as mesmas,” e disse a seguinte balada.

 Léithin fala:

 “Agradável é essa sua vida, oh Goll, com sucesso, muitos são os rios que tu tens se aventurado; você não fica da mesma maneira que ficamos.

 Foi por sua causa que sai de minha casa, oh Cego de Assaroe; o quão longe vai a sua memória, ou o quão longe sua idade é contada?”

 O salmão responde:

 “Quanto à minha memória, ela é longa. Não é fácil contar minha idade. Não existe em terra ou em moitas alguém igual a mim – ninguém igual a mim, somente eu!

 “Eu lembro, não é uma curta lembrança, das deslocáveis chuvas do Dilúvio, quatro mulheres e quatro homens permaneceram após o Dilúvio no mundo.

 Eu me lembro de Patrício dos currais vindo para a terra da Irlanda, e dos Fir Bolg, viril era sua assembleia, vindo da Grécia para tomar posse dela. 

 Verdadeiramente me lembro da chegada de Fintan no país perto de mim, quatro homens era a tripulação de seus navios e um número igual de mulheres. 

 Eu me lembro da tomada do gentil Partholan do reinado sobre Ulster. Eu lembro, um tempo antes disso, de Glas filho de Aimbithe em Emania. 

 Eu por acaso estive, em uma manhã que não é justa, nesse rio, oh Léithin; nunca vivenciei uma manhã como aquela, nem antes e nem depois disso.

 Eu dei um salto no ar sob a frente de uma dura rocha aqui, e antes de eu cair em minha casa de água, esse lago era uma laje de gelo. 

 A ave de rapina me pegou sobre a terra com uma furiosa e desprezível investida, levando embora meus dois claros olhos azuis. Para mim, este não é um mundo agradável.”

 “Bem, o motivo de minha vinda até você,” disse Léithin, “é para lhe perguntar se você se lembra de uma manhã como a de ontem?” 

 “De fato já vi tal manhã,” respondeu Goll. “Eu me lembro da chegada do dilúvio e me lembro da chegada de Partholan e Fintan, dos filhos de Neimhidh, dos Fir Bolg, dos Tuatha de Danann, dos fomorianos e dos filhos de Milesius, de Patrício filho de Alprunn, e me lembro como a Irlanda se livrou desses bandos, me lembro de uma manhã que foi pior que esta manhã e outra manhã, além das grandes chuvas que o dilúvio fez cair. O dilúvio deixou vivos apenas quatro homens e mulheres: Noé filho de Laimhfhiach e sua esposa, e Sem, Cam e Jafé com suas três esposas, pois de fato esta era a tripulação da arca, e nenhum eclesiástico ou cânone pode contar o que Deus deixou intocável no mundo se não estes quatro. No entanto, os homens sábios de fato contam que Deus deixou outros quatro protegendo o conhecimento e a descendência tribal e preservando as genealogias do universo, pois Deus não desejava que as histórias dos povos morressem, e então deixou Fintan filho de Laimhfhiadhach, em direção ao por do sol, ao sul, mantendo um relato do oeste do mundo, e além dele, Friomsa Furdhachta mantendo os domínios do norte, o profeta e apóstolo devidamente pondo em ordem a história do sul. E estes são os que ficaram vivos fora da arca, eu me lembro de todas essas pessoas, e Léithin,” disse Goll, “eu nunca vi algo como essa manhã pelo seu veneno, exceto uma manhã que foi pior que a manhã que você fala, e pior que qualquer manhã que alguma vez já existiu. Foi assim: um dia eu estava no lago e vi uma borboleta belamente colorida com manchas roxas no ar acima de minha cabeça. Saltei para pegá-la, mas antes de cair de volta, todo o lago tinha se tornado uma laje de gelo debaixo de mim, de forma que quando caí, caí no gelo. Então veio uma ave de rapina até mim e me vendo nessa condição, fez um ávido e venenoso ataque contra mim, puxado o olho de minha cabeça, e foi devido ao meu peso que não foi capaz de me levantar, e atirou meu olho no lago; nós dois brigamos até o gelo se quebrar com a violência da luta e com o calor da grande quantidade de sangue carmesim que derramava de meu olho, e assim o gelo se quebrou, e com dificuldade desci novamente para o lago, sendo assim que perdi meu olho. E é certo, oh Léithin,” disse Goll, “que essa foi de longe a pior manhã que já vi, e pior que qualquer manhã que você fala.”

 Agora quanto aos clérigos, eles se aconselharam um com o outro e determinaram esperar o retorno da águia, para que suas novidades os surpreendessem. No entanto, eles vivenciaram tal dificuldade e angústia, tal frio e miséria aquela noite, e não puderam – devido a sua decisão – aguentar permanecer até o retorno da águia, e então o clérigo Maolán disse, “Eu imploro ao poderoso Senhor e a escolhida Trindade para que a águia Léithin possa voltar com o conhecimento que ela recebeu até Clonmacnoise e conta-la para Ciaran,” e com isso, partiram.

 Goll, o Salmão, perguntou à Léithin depois disso quem que havia a enviado em busca desse conhecimento.

 “Foi o segundo pássaro de meus pássaros.”

 “Isso é triste,” disse Goll, “pois aquele pássaro é grandemente mais velho que você ou que eu, e essa é a ave que arrancou meu olho, e se ele desejasse lhe contar todas essas coisas, seria fácil para ele. Esse pássaro,” ele disse, “é o velho Corvo de Achill. Suas garras estão cegas devido à sua velha idade, e uma vez que sua força, poder e energia para se alimentar foram-se embora, seu método de conseguir comida é indo de ninho em ninho, sufocando e matando cada jovem pássaro, comendo-os, e por causa disso, nunca encontrarás seus pássaros vivos, e oh amado amigo, melhor amigo que já vi, se você se suceder em pegá-lo vivo quando voltar, lembre-se todas as brincadeiras que ele fez com você, vingue seus pássaros, suas jornadas e suas viagens nele, e então, importe-se em vingar meu olho.”

 Léithin despediu-se de Goll e foi embora da mesma forma que veio, em um poderoso e rápido curso, pois estava certa de que não encontraria seus pássaros vivos e nem seu ninho. Uma boa causa ela tinha para temer, pois apenas encontrou o lugar de seu ninho sem os seus pássaros que haviam sido comidos pelo Corvo de Achill. Então, tudo o que Léithin conseguiu com suas viagens foi a perda de seus pássaros. O Velho Corvo de Achill partiu após despojar seu ninho, e Léithin não entrou nele e nem sabia para onde tinham ido.

 Léithin tinha que ir toda segunda-feira, devido à oração do clérigo, para Clonmacnoise. Lá, a águia pousou sobre o grande pináculo da torre redonda de Clonmacnoise e revelou-se para o santo patrono chamado Ciaran. Ciaran pediu por novidades, e Léithin disse que aquela tinha sido a mais dolorosa de suas jornadas, e sua perda, a maior de todas. Portanto, Ciaran disse que lhe daria um prêmio e uma recompensa por sua história: toda vez que suas aventuras fossem contadas durante uma tempestade e muita chuva, o clima mudaria e se transformaria em um belo céu com um bom tempo.

 Léithin disse que tinha entendido a todo tempo que não era seus pássaros e seu ninho que ela receberia como o prêmio, e já que não pudesse ser assim, ela estava satisfeita em saber que sua viagem e jornada não foram por nada.

 Logo depois, Léithin relatou suas idas desde o início até o fim, assim como contamos acima. E essas então foram as aventuras de Léithin – até agora.  

Fonte: HYDE, Douglas. “The Adventures of Leithlin.” In The Celtic Review. 1916. Disponível em: <http://www.maryjones.us/ctexts/leithin.html> 

Para ter a versão em .pdf, clique aqui.

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