quinta-feira, 30 de maio de 2013

A sereia de Gob-ny-ooyl

Fonte: Manx fairy tales, de Sophia Morrison.



A SEREIA DE GOB-NY-OOYL

 Em uma época, vivia no fim de Cornah gill uma família de nome Sayle, e a Sereia que tinha sua moradia acima de Bulgham era amiga deles. Eles sempre estavam em caminhos de sorte e nunca pareciam estarem limitados a nada. É certo que tinham muitas economias e para preencher as probabilidades de tempo livre, faziam potes de lagosta do vimeiro que crescia nas redondezas em abundância, e sempre encontravam compradores. Eles tinham uma vaca e algumas ovelhas, apenas para dar trabalho às mulheres em longas noites de inverno, mas a maioria do seu sustento era obtido no mar.


 É conhecido que os Sayle tinham um gosto muito forte por maçãs, e que eles frequentemente levavam algumas com eles em seus barcos, porém, quando conseguiam muitos peixes, eles começaram a deixar o trabalho dos barcos para os meninos, e então a sorte começou a diminuir, e muitos tinham que levar a arma para conseguir algo para a panela. Os maiores pegavam arenques. Um deles, o Evan, no entanto, tinha que ficar no barco, mas aconteceu que um dia, depois de preparar o cesto para os peixes em Bulgham, ele pulou o barco e para procurar ovos*. Voltando até o barco, ele escutou alguém o chamando, e olhando ao redor, viu uma bela mulher sentada na beira de uma pedra.

[NT: o ovo ou ovo da terra, como será mostrado mais abaixo, é nada mais que a maçã]

 “Como está seu pai?” disse ela. “É raro dele vir para cá agora.”

 O jovem Sayle ficou um pouco com medo no início, mas vendo que ela tinha um agradável olhar, ele tomou coragem e lhe disse como as coisas estavam em casa. Depois disso, dizendo que ela desejava vê-lo novamente, ela deslizou para a água e desapareceu.

 Quando chegou em casa, contou ao seu pai o que tinha acontecido, e este com seu rosto se alegrando, declarou: “Ainda haverá sorte na casa,” ele disse. “Leve algumas maçãs com você na próxima vez que seguir por aquele caminho, e nós veremos.”

 Na próxima vez que o rapaz foi até lá, levou algumas maçãs com ele, e quando chegou no lugar onde havia visto a bela mulher, ele seguiu sua caçada normal entre as rochas. Ele então escutou uma doce música, e quando olhou ao redor, viu a Sereia inclinada sobre o barco e sorrindo gentilmente. Ela pegou uma maçã e começou a comê-la e a cantar: “A sorte do mar estará com você, mas não se esqueça, de trazer alguns doces ovos da terra, para os filhos do mar.”

 Depois daquele dia, ele quase morava na água, até que ele foi levado para uma tarefa por estar sendo muito preguiçoso. Ele decidiu velejar para partes estrangeiras. A Sereia estava muito angustiada, e para agradá-la, ele plantou uma macieira no canto do local onde ela frequentava e disse para ela que quando ele estivesse longe, essa árvore daria ovos da terra que, quando estivessem doces e pronto para o consumo, iriam eles mesmos para a água até ela. E claro, a sorte da família continuou, apesar do menino ter ido embora.

 Ela pareceu ter aguentado por um bom tempo, e frequentemente, ela era vista senda nas rochas ao entardecer cantando músicas tristes e lançando olhares de saudades para a macieira. Ela ficava tímida com todos que iam até ela, e por último, vendo que as maçãs demoravam a aparecer, decidiu ir procurar pelo jovem Sayle, esperando que as maçãs ficassem prontas para colher quando eles voltassem.

 Porém, nenhum dos dois voltou, embora por muitos anos a macieira ainda tenha frutos e marque a pequena enseada onde a Sereia costumava morar.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário