terça-feira, 19 de março de 2013

A Visita do Dagda aos Fomoire


A Visita do Dagda aos Fomoire

 O deus Lugh enviou o poderoso deus Dagda para espionar os Fomoire nas Vésperas da Batalha de Moytura, a fim de atrasá-los até os Homens da Irlanda chegarem para a Batalha. Quando o Dagda chegou lá, ele pediu por uma trégua, e lhe foi dada. Os Fomoire então, com o objetivo de zombar Dele, resolveram fazer um grande mingau para o Dagda, pois todos sabiam do amor do Dele por mingau.



 Eles encheram então o Caldeirão do Rei, com cinco palmos de profundidade, com quatro galões de leite e a mesma quantidade de aveia e gordura. Cabras, ovelhas e porcos também foram colocados para cozinhar no mingau. Os Fomoire então cavaram um buraco no chão, derramando o mingau lá, e Indech, um rei dos Fomoire disse que ele seria morto se não comesse tudo: ele teria que comer para que não falasse que os Fomoire não foram hospitaleiros.

 O Dagda então pegou seu colherão, que era tão grande que um homem e uma mulher podiam dormir nela. Ele mergulhou a colher no mingau e pegou partes de porco salgado e um quarto de toucinho. ‘É uma boa comida se o cheiro for igual ao gosto,’ diz o Dagda, e quando colocava a colher na boca, dizia: ‘Um homem sábio diz para não desperdiçar comida.’ Dagda comeu toda a sopa, e por último, pegou seu grande dedo e passou pelo poço para pegar o resto de mingau.

 Depois de comer toda a sopa, o Dagda ficou exausto e dormiu. Os Fomoire começaram a rir dele, pois sua barriga era tão grande quanto um caldeirão do tamanho de uma casa. Quando acordou, o Dagda foi para a praia de Eba, e não era fácil para ele se mover devido ao tamanho de sua grande barriga. Na estrada, ele seguia com sua aparência inapropriada: uma capa que ia até os seus cotovelos, uma túnica parda sobre ele que ia até o seu traseiro inchado. Atrás dele, ele arrastava sua Clava que era necessários oito homens para carregar, deixando uma marca atrás dele que era o suficiente para dividir uma província, e posteriormente, esta marca foi chamada de “A Trilha da Clava do Dagda”.

Fonte: Cath Maige Tuired, “A Segunda Batalha de Magh Tuired.”

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